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Arciprestado de Vila Nova de Famalicão | 1 Nov 2017
Esperança: «âncora lançada à margem do Céu»
MENSAGEM DO ARCIPRESTE DE V. N. DE FAMALICÃO, O P.E ARMINDO PAULO FREITAS, PARA O DIA DE TODOS OS SANTOS.
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Nestes dois primeiros dias do mês de Novembro, celebramos em toda a Igreja a Solenidade de Todos os Santos e Comemoração dos Fiéis Defuntos. Passamos pelos cemitérios e detemo-nos a pensar um pouco mais no nosso futuro último, pensamos em todos aqueles que já partiram, naqueles que nos precederam na vida e agora estão junto do Senhor!

O dia 1 é um dia cheio de luz, que nos projecta o olhar do coração para os santos. O dia 2 é um dia triste, apesar de professarmos a fé e celebrarmos a esperança na ressurreição e, deste modo, rezarmos em comunhão, com os que partiram antes de nós. Um e outro dia constituem um intenso momento de fé, de oração e de reflexão, sobre as «coisas últimas» da vida. São, estes dois dias, como duas faces inseparáveis de uma única realidade de fé. Na verdade, quantas vezes, ao rezarmos pelo pai, pela mãe, pela avó, pelo avô, pelos irmãos e pelos amigos, que já partiram, não acabámos por lhes pedir, como se pede aos «santos», que, junto de Deus, intercedam por nós?!

«Vede que admirável amor o Pai nos consagrou, em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo, de facto» (1 Jo 3, 1). Ver a Deus, sermos semelhantes a Deus: esta é a nossa Esperança! E hoje, precisamente hoje, mais do que nunca, é necessário ponderar um pouco sobre a nossa Esperança: a Esperança que nos acompanha durante a vida terrena.

A âncora foi o símbolo que os primeiros cristãos encontraram para representar a esperança, como se a vida fosse «a âncora lançada à margem do Céu», diz o Papa Francisco, e todos nós «caminhássemos rumo àquela margem, agarrados à corda da âncora».

Esta é uma bonita imagem da Esperança: ter o coração ancorado, onde estão os nossos antepassados, onde se encontram os Santos, onde está Jesus, onde está Deus. Esta é a esperança que não desilude; hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança «é um pouco como o fermento, que faz dilatar a alma»; existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança a alma vai em frente e contempla aquilo que nos espera. Hoje é um dia de esperança. Os nossos irmãos e irmãs encontram-se na presença de Deus e também nós estaremos ali, por pura graça do Senhor, se percorrermos o caminho de Jesus.

«Todo aquele que tem n’Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro» (1 Jo.3, 3). Também a esperança nos purifica e alivia; esta purificação na esperança em Jesus Cristo leva-nos a caminhar depressa, com prontidão. Cada um de nós pode pensar no crepúsculo da sua própria vida, no termo dos seus dias: «Como será o ocaso da minha vida?». Todos nós teremos um declínio, todos! Encaro-o com esperança? Encaro-o com aquela alegria de ser acolhido pelo Senhor? Trata-se de um pensamento cristão que nos incute paz. Pensemos no crepúsculo (no ocaso, no fim último) de numerosos irmãos e irmãs que nos precederam; meditemos no nosso próprio crepúsculo, quando ele chegar. Ponderemos no nosso coração, e interroguemo-nos: «Onde está ancorado o meu coração?». Se não estiver bem ancorado, ancoremo-lo ali, no céu, conscientes de que a esperança nunca decepciona, porque o Senhor Jesus nunca desilude. «Não deixemos que nos roubem a esperança!», diz o Papa Francisco.

Se hoje pudéssemos questionar os santos, eles diriam que a sua felicidade é amar a Deus e estar certos de O amar sempre. Deixemo-nos, então, atrair pela fascinação sobrenatural da santidade! Pois só a santidade pode formar, reformar, transformar e conformar a vida de cada um de nós, à imagem de Cristo.

Que Maria, Rainha de Todos os Santos, nos guie, hora a hora, para colocarmos no horizonte da nossa esperança, a vida eterna, que professamos no credo, como a nova «vida do mundo que há-de vir»!

Padre Armindo Paulo da Silva Freitas, Arcipreste

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