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Departamento Arciprestal da Comunicação Social | 29 Nov 2017
Encontros Bíblicos de Famalicão desafiam ao despertar da Esperança sem medida
Formação foi conduzida por D. António Couto, Bispo de Lamego, e congregou centenas de fiéis.
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Nos dias 20, 21 e 22 de Novembro realizaram-se no Arciprestado de Vila Nova Famalicão três Encontros Bíblicos, centrados na temática “Menina Esperança”, em consonância com o proposto pela Arquidiocese de Braga para o presente ano pastoral. Estes encontros foram orientados por D. António Couto, Bispo de Lamego, que deixou aos presentes a interpelação de “despertar a esperança sem medida nesta geração desesperançada”.

Os três encontros, sempre iniciados com um momento de oração, decorreram às 21h15, com cerca de uma hora e um quarto de duração, no Centro Pastoral de Santo Adrião, em Vila Nova de Famalicão, que, em qualquer uma destas noites, ficou completamente cheio, contando com a presença de centenas de cristãos provenientes das mais diversas paróquias do Arciprestado, assim como de vários sacerdotes.

No primeiro encontro, depois da oração inicial e das palavras de acolhimento e agradecimento dirigidas a todos os presentes pelo Arcipreste de Famalicão, o P.e Armindo Paulo Freitas, o orador convidado tomou a palavra. D. António Couto explicou aos presentes que “a esperança bíblica e cristã consiste na dupla atitude amante de estar sempre à espera de alguém e de sabermos bem que Alguém espera por nós”, acrescentando que “esta não é uma espera vazia, mas sim uma espera grávida de realização e de confiança”, ou seja, “uma esperança que contém o cumprimento”, pois “a esperança cristã excede toda a medida”.

A este propósito, o prelado acrescentou que “o cristão é aquele que deve viver com o tique da esperança”, isto é, “aquele que se estica, colocando-se à espera, para receber, para chegar ao doador”, enfatizando que “a nossa vida é recebida assim do doador que é Deus”.

Já no segundo dia, D. António evocou o profeta Jeremias como uma “testemunha da esperança e o mais terno e sensível dos homens da Bíblia”, que, diante de um cenário de destruição total, a que tinha sido submetido o reino de Judá, “continua a ver um ramo de amendoeira”, sendo que esta “é a primeira árvore a florir, ainda no Inverno, como um símbolo de esperança”. No fundo, Jeremias “vê ao longe, na tal medida sem medida própria de Deus”, ou seja, Jeremias “vê bem, belo e bom, como Deus vê, e como devemos nós ver também”.

Ao fechar este ciclo de encontros, o Bispo de Lamego, começando por enfatizar que “vivemos numa geração desesperançada, onde é preciso despertar esperança”, citou vários textos bíblicos que narram cenários de morte, de ruptura e sepultura, explicando depois que “Deus é Aquele que desce até nós porque nos ama, porque ouve os nossos lamentos, porque sabe e conhece as nossas pobrezas”. Avançando na sua reflexão e sempre a partir de citações retiradas da Sagrada Escritura, o prelado salientou que “Cristo é a nossa esperança”, sendo esta “a esperança que nos aponta para a vida eterna e que nos renova na alegria”. Posto isto, e como referiu, “somos desafiados a estar sempre prontos, atentos, preparados para dar a quem nos pedir o pão da esperança ou a razão da esperança que há em nós, ou seja, a dar aos outros a pessoa de Jesus Cristo”. Se assim o fizermos estaremos a ser “imitadores de Maria, pois ela é aquela que sempre nos indica e aponta o caminho, isto é, que sempre nos entrega o seu filho Jesus”.

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