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Boletim dos Congregados | Ano 6 n.º 25
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Paulo Alexandre Terroso Silva | 24 Nov 2016
História dos Congregados
"Uma das obras-primas da arte bracarense e portuguesa".
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por Silva Araújo


A Basílica dos Congregados, considerada por Eduardo Pires de Oliveira «uma das obras-primas da arte bracarense e portuguesa», faz parte do antigo convento dos Oratorianos, que vieram para Braga nos inícios de 1686 por iniciativa do Cónego João de Meira Carrilho. A outra parte (antiga casa da Residência dos Oratorianos) é pertença do Estado e está hoje ocupada pelo Instituto de Estudos da Criança (IEC), da Universidade do Minho. Antes, estiveram ali a Biblioteca Pública (desde 1841 até
1935), o Liceu (até 1921 ), a Repartição de Finanças, a Escola de Ensino Mútuo e a Escola do Magistério Primário (esta desde 1921).

A fachada foi construída sobre desenho do «curioso de Architectura» André Soares (André Ribeiro Soares da Silva, de seu nome completo), a quem se devem também, em Braga, a capela de Santa Maria Madalena da Falperra, a casa da Câmara, a casa do Raio, capela de Nossa Senhora da Torre (à direita da igreja do Seminário de Santiago), Casa Rolão (Avenida Central, 122), entre outras. A André Soares se atribuem também, na igreja dos Congregados, o arco do coro e a caixa do órgão. São dele as janelas do cunhal com a Cangosta da Palha.

A construção principiou em 1703 sob a responsabilidade do mestre «arquitecto» Manuel Fernandes da Silva, e a bênção da igreja, ainda incompleta (estavam concluídos a capela mor e os dois lados do corpo do templo até ao púlpito), teve lugar em 1717, na sequência de uma provisão do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, de 27 de Outubro de 1717, que encarregava o seu Coadjutor, Bispo titular de Uranópolis, de presidir à celebração.

A fachada «uma das mais extraordinárias e emocionantes obras do barroco português», ainda na opinião -de Eduardo Pires de Oliveira - foi executada entre 1761 e 1766 pelo mestre pedreiro galego Paulo Vidal, que morava na Cangosta da Palha. Nessa altura ficou incompleta: a uma das torres faltava a cúpula e outra estava construída apenas até cerca de metade do seu alçado; faltavam as esculturas dos nichos.

A torre poente veio a ser concluída em 1964, por acção do benemérito António Augusto Nogueira da Silva e projecto do arquitecto Alberto da Silva Bessa.

As estátuas dos nichos, de S. Filipe de Néri e de S. Martinho de Dume, esculpidas por A. Nogueira, resultaram de um estudo do arquitecto Manuel Mendes dos Santos. Na mesma altura procedeu-se ao restauro do interior da igreja, sendo o projecto da responsabilidade do arquitecto António Aires Freitas Leal.

O tecto do presbitério é o único estuque rococó que Braga ainda conserva, como salienta Eduardo Pires de Oliveira.

Entre o presbitério e a nave há quatro estátuas de granito representando Abraão, Isac, Jacob e David.

No centro do arco que separa o presbitério da nave há um escudo alusivo a Nossa Senhora da Assunção, a padroeira da Igreja.

O retábulo da capela-mor (actual presbitério), neoclássico, com grossas colunas caneladas laterais e um frontão compósito com um anjo de cada lado, data de 1781. Fez o seu desenho o mestre entalhador André António da Cunha e a execução pertenceu a Custódio Francisco da Silva. O douramento foi arrematado em 1790 por Domingos José Pereira.

Dos oito altares laterais, apenas foi atribuída autoria ao de Santo António (obra que Robert Smith atribuiu ao escultor Marceliano de Araújo, embora o friso de relicários possa ser atribuído a André Soares) e ao de Nossa Senhora da Dores (de André Soares, datável de 1755). À excepção do de Santo António, num barroco joanino de grande qualidade, como diz Eduardo Pires de Oliveira, os outro retábulos laterais são todos rococó. 

A imagem de Nossa Senhora das Dores, da autoria de António Pinto Araújo, foi colocada na igreja em 18 de Janeiro de 1761, indo ocupar o lugar em que estava a imagem de Nossa Senhora da Assunção, Padroeira da Igreja. Entre as espadas, foi-lhe posto ao peito um relicário no qual se havia de expor o Santíssimo Sacramento.

A imagem do Sagrado Coração de Jesus foi esculpida em 1914 pelo bracarense João Evangelista
Araújo Vieira e «encarnada» pelo pintor Domingos Teixeira Fânzeres.

Numa das dependências da igreja há a capela da Senhora da Aparecida ou do Monges, com umretábulo datável de 1761-1766, presumivelmente de André Soares. Com planta em cruz grega, tem um «fortíssimo e fabuloso lanternim».

Por decisão do Marguês de Pombal de 3 de Janeiro de 1769, o arcebispo D. Gaspar de Bragança teve de proibir os padres do Oratório de pregar e de confessar, pelo que a igreja esteve fechada entre 1769 e 1777. Neste lapso de tempo, o Lausperene quaresmal celebrou-se na capela da Senhora da Lapa. Reabriu com solene Te Deum em 17 de Abril de 1777.

Em 1834, na execução do decreto Joaquim António Augusto de Aguiar de 30 de Maio, os Oratorianos tiveram de deixar Braga e os seus bens, a Igreja incluída, passaram para o Estado.


Por Portaria de 6 de Outubro de 183 7 o Governo fez concessão do templo à Junta de paróquia de S. Lázaro, a fim de para aí transferir a igreja paroquial, o que não veio a acontecer.

Por Portaria de l de Setembro de 1845 a Igreja, com todo o seu recheio, foi entregue aos cuidados da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana.


Pelo Decreto n.º 45/93 de 30 de Novembro («Diário da República» I Série-B n.º 280) o edifício do
convento e igreja dos Congregados foi classificado como imóvel de interesse público.


A solicitação do arcebispo D. Francisco Maria da Silva a Santa Sé concedeu-lhe em 15 de Março de 1975 o título e dignidade de Basílica Menor.

A igreja beneficiou de obras no último quartel do século XIX: em 1874 e em 1892. Em 1893 douraram-se novamente os altares. A sacristia e os telhados foram restaurados em 1880, mercê sobretudo dos donativos deixados em testamento pelo benfeitor João Ferro de Lima. Nessa altura consertou-se também o corredor que dá acesso à torre nascente e arranjaram-se acomodações para o servo e uma sala para as sessões de Mesa.

Em 1890 fez-se um novo soalho de madeira e dourados e reparados alguns altares. Por essa altura foi aberto um corredor, ao lado da igreja, por onde se pudesse comunicar com o exterior (A autorização foi dada pelo Ministério da Fazenda, em 13 de Novembro de 1889). Em 1892 «encarnaram-se» novamente as imagens. Em 1903 foram reparados os telhados.


Em 26 de Abril de 1888, após uma reunião entre a Mesa e a Câmara Municipal, foi instalado na torre nascente da igreja um relógio.

Em 5 de Agosto de 1958, mercê da ajuda económica de António Augusto Nogueira da Silva, começou a obra de conclusão das torres. Recorde-se que quando, em 1834, os Frades Oratorianos de S. Filipe de Nery foram obrigados «a sair de Portugal, a igreja ficou apenas com uma torre, a torre nascente, e essa com o telhado incompleto, sem a actual cúpula em pirâmide. A parte da torre poente ficou apenas ao nível do pavimento do coro da igreja, da comija colocada sobre a segunda janela, sem espaço para o relógio e para os sinos. Foram colocadas como estão em 1960.


Depois rebocaram-se todas as paredes exteriores, repararam-se os telhados, construiu-se um gabinete de trabalho para o Reitor, consolidou-se o arco cruzeiro.

As estátuas de S. Filipe de Néri, fundador da Congregação do Oratório, e de S. Martinho de Dume foram colocadas em 16 de Fevereiro de 1964.

O relógio e os sinos da torre poente, assim como um mecanismo para o toque dos sinos e um comando eléctrico dos relógios das torres, do guarda-vento e da sacristia foram colocados em 26 de Setembro de 1963 pela empresa bracarense Serafim da Silva Jerónimo.


Obras no interior do templo realizaram-se em 1964. Os altares laterais foram repintados e o plano dos retábulos mais recuado para o interior dos arcos. Fez-se no presbitério um altar em mármore verde. Junto à sacristia localizou-se a Capela das Confissões. Restaurou-se a capela de Nossa Senhora da Aparecida ou dos Monges.


Em 15 de Setembro de 1965 foi adjudicada a obra da residência do Reitor e anexos, para obras de apostolado.

Manifestando o seu reconhecimento ao Benfeitor Comendador António Augusto Nogueira da Silva e assinalando a reabertura da Igreja após as obras, a Irmandade prestou-lhe homenagem em 9 de Junho de 1966 descerrando em sua memória um retrato seu e uma placa em mármore na qual se lê: «Ao Comendador António augusto Nogueira da Silva, o maior benemérito desta igreja, a Irmandade agradecida».

Concluídas estas obras acalentou-se o sonho de construir a ala direita do convento, ficando então a igreja no meio do conjunto, como se vê no diploma de admissão dos Irmãos que ainda se distribuía na década de setenta.

Reconhecendo as obras materiais que se fizeram e atendendo a que, como escreveu D. António Bento Martins Júnior, «a Igreja dos Congregados se vem transformando dia a dia num fervoroso centro de piedade e devoção eucarística, sob os auspícios da Excelsa Mãe de Deus e Nossa Mãe», a Santa Sé concedeu em 21 de Novembro de 1961 Graças e Privilégios espirituais à Igreja dos Congregados e à Irmandade de Nossa Senhora das Dores. O altar de Nossa Senhora das Dores foi declarado altar privilegiado pelos defuntos e foram concedidas várias indulgências plenárias e parciais.

Em 1994 concluiu-se o restauro da Capela das Confissões, à entrada da qual foi descerrada em 13 de Maio desse ano uma lápide em mármore que diz: «Ao Doutor Teotónio Luiz Pereira Andrade dos Santos, ilustre médico, grande benemérito da Capela da Confissões. A Irmandade reconhecida».


Também a este Benfeitor se ficou a dever o restauro do órgão de tubos, em 1995, junto do qual se gravou no mármore, em 5 de Fevereiro de 1995, o seguinte agradecimento: «Órgão restaurado a expensas do Ex.mo Senhor Doutor Teotónio Luiz Pereira Andrade dos Santos, Mecenas desta Basílica dos Congregados. A Irmandade agradecida».


Em 1994 remodelou-se a iluminação da igreja. Em Março deste mesmo ano o P. José Manuel de Oliveira Ribeiro apresentou o projecto do armário da sacristia.

Em Janeiro de 1996 o P. José Manuel de Oliveira Ribeiro apresentou o projecto para o novo guarda-vento e em Fevereiro do mesmo ano, para a remodelação da Secretaria.

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Palavras-Chave:
História  •  Arte  •  André Soares
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