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14 Jul 2017
D. Jorge Ortiga quer uma “Igreja Ministerial” formada pelo “Povo de Deus”
O encontro com os Ministérios Laicais realizou-se no âmbito das bodas de ouro sacerdotais do Arcebispo Primaz.
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D. Jorge Ortiga defende a existência de uma “Igreja Ministerial”, onde os cristãos estejam presentes. O Arcebispo sublinhou o facto de a Igreja ser “o Povo de Deus”, havendo, por isso, a necessidade de se inverter a pirâmide que coloca “o povo em baixo e a hierarquia em cima”. “Temos que criar uma pirâmide invertida, para que que a Igreja não seja clerical, mas Povo de Deus”, afirmou perante uma plateia repleta de representantes dos Ministérios Laicais, ontem à noite, no Auditório Vita.

Durante o encontro, que decorreu no âmbito das celebrações das bodas de ouro sacerdotais do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga destacou o facto de esta inversão da pirâmide, a mudança, partir das paróquias.

O prelado alertou ainda para uma situação que o preocupa: nas paróquias é habitual ver-se “poucos a fazer muito”. O ideal, acrescentou, seria haver “muitos a fazer pouco”. Os cristãos são chamados à participação, referiu o Arcebispo, para que “não recaia tudo sobre os mesmos”.

Para contornar a falta de pessoas nos ministérios, D. Jorge Ortiga aconselhou a “não ter medo de bater à porta” e chamar as pessoas, mesmo aquelas que estejam afastadas da Igreja mas tenham perfil para integrar determinado ministério.

António Sampaio, que falou sobre o tema “Exercer um ministério e coordenar o exercício dos ministérios”, ressalvou, precisamente, a necessidade de “saber dizer «não»”, quando as solicitações se tornam excessivas, para que a “qualidade do serviço” não seja posta em causa. “Temos que delegar! Na nossa casa também fazemos o mesmo com a distribuição de tarefas”, advertiu.

A catequista Elmira Silva, abordou a temática dos “educadores da fé”, destacando a importância de ser catequista em todas as ocasiões e lugares por onde se passa, não apenas durante “o pouco tempo” que se está com as crianças. “Temos que ser catequisas fora dali — na rua, no café, na relação com os vizinhos, na comunidade, nos grupos da paróquia — temos que nos valer das nossas palavras, dos nossos actos e dos nossos silêncios para podermos transmitir o Evangelho, para darmos a conhecer Jesus Cristo”, apontou.

A abordagem sobre “A acção social no espírito do Evangelho” ficou a cargo da vice-presidente da Cáritas Arquidiocesana, Eva Ferreira, e de António Rodrigues, das Conferências Vicentinas. Na sua intervenção mencionaram a questão dos poucos recursos de que dispõem e das dificuldades com que se deparam no dia-a-dia, mas que são, nas palavras de Eva Ferreira, compensadas “pelos sorrisos” e pelas vidas que ajudam a transformar.

 

Novas ministerialidades

O Pe. Tiago Freitas, doutorado em teologia pastoral, ressalvou, durante a sua intervenção, a importância do exercício de serviços e ministérios por parte dos leigos, alertando para a necessidade de estes ministérios actuarem sobre os chamados “ambientes de vida”. “Os fiéis devem levar a mensagem divina para todos os ambientes”, reforçou, na sua intervenção sobre "Ministérios e novas ministerialidades".

Como exemplos de novos ministérios relacionados com “a vida concreta e real das pessoas fora da Igreja”, o Pe. Tiago Freitas indicou “a vida afectiva, o trabalho e tempo livre, a fragilidade humana, a educação e a cidadania”. A formação é também algo que acredita ser essencial para que o serviço dos leigos seja prestado da melhor forma possível.

Para o sacerdote, a “Igreja deve ser ministerial”, sendo um ministério um serviço “feito pelos leigos na Igreja, em favor da comunidade e para que a comunidade cresça”. “A Igreja é constituída por leigos e sacerdotes, e todos juntos formam o povo de Deus”, assinalou. 

O Pe. Tiago Freitas considera que os leigos não têm um poder efectivo e que este aspecto deve mudar. “Os leigos são uma voz activa e devem ter acções concretas na construção da Igreja”, referiu, acrescentando que o clero deve “dar margem de manobra” para que isso aconteça, e que os ministros deveriam ser reconhecidos pelas Igrejas locais.

“Quando nos construirmos como um corpo eficaz para sermos ministros, aí sim, estamos a construir a Igreja de amanhã”, concluiu.

 
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