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DACS | 28 Nov 2017
Cardeal Pietro Parolin: "Concílio Vaticano II continua a ter impacto e carácter profético"
Secretário de Estado discursou em Washington sobre “O Conselho: uma profecia que continua com o Papa Francisco”.
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  © DR

O Cardeal Pietro Parolin disse que o Concílio do Vaticano II — que apresentou um novo paradigma de uma “Igreja mundial, uma Igreja com uma dimensão global” — continua a ter um impacto duradouro na Igreja Católica e no papado actual.

Durante uma visita aos Estados Unidos, em meados de Novembro, o Secretário de Estado do Vaticano parou em Washington, na Universidade Católica da América, para proferir um discurso sobre O Conselho: uma profecia que continua com o Papa Francisco”.

Durante a sua comunicação, Parolin afirmou que, apesar de o Vaticano II ter ocorrido há mais de 50 anos, continua a ter para a Igreja um carácter profético.

“O Vaticano II foi uma releitura do Evangelho à luz da cultura contemporânea. O Conselho produziu um movimento de renovação que simplesmente advém do mesmo Evangelho. Os seus frutos são enormes.”

Papa Francisco

O Cardeal referiu ainda que as principais consequências do Conselho passaram pela introdução de línguas locais na liturgia e por uma “nova consciência de uma igreja que é historicamente realizada em contextos culturais mais diversos”.

O Secretário de Estado indicou que o Vaticano II semeou sementes de sinodalidade e preparou o caminho para uma Igreja que vive de maneira conciliadora”, com esforços colaborativos e consultivos em todos os níveis da Igreja. “Já não há paróquias ou dioceses sem conselhos pastorais, nem países sem conferências episcopais, afirmou.

Esse processo, acrescentou, já mostrou ser irreversível. No final, esta não é a mais bela herança que o Conselho nos poderia ter deixado?, questionou.

Durante o seu discurso, Pietro Parolin sublinhou a importância de quatro documentos fundamentais do Vaticano II: Sacrosanctum Concilium, a Constituição sobre a Sagrada Liturgia (1963); Lumen Gentium, a Constituição Dogmática sobre a Igreja (1964); Dei Verbum, a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (1965); e Gaudium et Spes, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Moderno (1965).

O Cardeal Donald W. Wuerl, Chanceler da Universidade Católica, foi responsável por apresentar Parolin, tendo observado que o Secretário de Estado é conhecido como especialista em assuntos do Médio Oriente e que foi responsável pelos esforços para reunir israelenses e palestinos em negociações de paz. Na Ásia, Parolin também foi fundamental nos esforços para construir laços entre o Vaticano e o Vietname, disse Wuerl.

Em todo esse processo, o Cardeal Parolin colocou sempre a face da Igreja e a face do amor de Cristo na acção diplomática, acrescentou.

Durante o seu discurso, Pietro Parolin sublinhou a importância de quatro documentos fundamentais do Vaticano II: Sacrosanctum Concilium, a Constituição sobre a Sagrada Liturgia (1963); Lumen Gentium, a Constituição Dogmática sobre a Igreja (1964); Dei Verbum, a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (1965); e Gaudium et Spes, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Moderno (1965).

O Secretário de Estado explicou que o Beato Paulo VI, a partir da conclusão do Vaticano II e em todo o seu pontificado “concentrou-se na herança do conselho para ilustrar a riqueza dos ensinamentos, usando a imagem de um rio que flui alimentando-se da sua fonte, atingindo geração em geração, em novas terras e novas situações.

“O Vaticano II semeou sementes de sinodalidade e preparou o caminho para uma Igreja que vive de maneira conciliadora, com esforços colaborativos e consultivos em todos os níveis da Igreja. Já não há paróquias ou dioceses sem conselhos pastorais, nem países sem conferências episcopais (...)”

D. Pietro Parolin

“O Vaticano II foi uma releitura do Evangelho à luz da cultura contemporânea. O Conselho produziu um movimento de renovação que simplesmente advém do mesmo Evangelho. Os seus frutos são enormes”, apontou, citando o Papa Francisco em entrevista à La Civiltà Cattolica.

A imagem do povo de Deus em Lumen Gentium, acrescentou o Cardeal, moldou os temas que Francisco evidenciou na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho).

Nessa publicação, o Santo Padre mostrou como a fé se desenvolve no quotidiano das pessoas em todo o mundo e como é partilhada nas suas próprias línguas e culturas enquanto realizam o trabalho da nova evangelização como discípulos missionários no mundo de hoje.

Francisco, acrescentou o Cardeal, também sublinhou a dignidade dos leigos e insurgiu-se contra o clericalismo, chamando a atenção para o processo de transformação de uma Igreja que passou da concentração total de cada função activa no clero para um reconhecimento do direito e dever dos fiéis leigos de participar da vida e missão da Igreja”.

 

Pietro Parolin e Donald W. Wuerl, Cardeais, cumprimentam-se em Washington

 

De acordo com declarações do Papa feitas em 2016, o clericalismo limita a “ousadia necessária dos leigos que permite que boas-novas sejam trazidas para todas as áreas sociais, acima de tudo, para a esfera política“.

Na mesma altura, o Pontífice também afirmou que os leigos comprometidos não são apenas aqueles dedicados às obras da Igreja e aos assuntos da paróquia ou da diocese” e que a Igreja também deve reflectir sobre como acompanhar os baptizados na sua vida diária” que, nas suas actividades diárias, com as responsabilidades que possuem, estão comprometidos como cristãos na vida pública.

Os padres do Vaticano II também enfatizaram a importância da identificação da Igreja católica com os pobres, disse Parolin, que citou uma secção da Alegria do Evangelho, sublinhando o desejo frequentemente manifestado pelo Papa de uma Igreja pobre e para os pobres.

 

Fonte: Crux Now
Adaptação de DACS

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