Horário do Cartório

Segunda das 10h às 12h;

Sexta das 16h às 17.45h.
 

Boletim Paroquial
Boletim 369 - II Domingo da Quaresma - Ano A - 08-03-2020
Crónica para o IV Domingo da Quaresma - Ano A - 22 de Março de 2020



 IV Domingo da Quaresma

 Ano A 

«Mestre, quem é que pecou (…)?»   

Temor é o que sentimos quando desconhecemos o que nos rodeia.
Temos muito medo da noite e das trevas, porque o sentido da visão perde-se.
Temos receio do que está para lá das fronteiras, se não conseguirmos ver o que podemos encontrar.
Temos pavores… somos humanos! É nesse estado de terror que perguntamos:
O que fizemos para merecer tal castigo?
Deus não castiga! Deus não é mau, nem cria o mal!
Deus é Pai e chama-nos à Santidade. Quer-nos para que se cumpra a Sua Vontade!
Permitir que Deus nos liberte do mundo e nos tome nos Seus amorosos braços,
faz-nos Seu Templo Sagrado.
Em nós, Igreja Viva, que a humanidade veja o Rosto do Senhor.
Somos Filhos deste Pai que nos abençoa e nos envia a conquistar os que andam perdidos e sós…
Aqueles que se afastam da Luz…
Aqueles que permanecem na cegueira da falta de oração, de perdão e de partilhar este Amor.
É preciso trabalhar na messe do Mestre!
É preciso lavar o nosso coração na «piscina de Siloé»… e crer no Filho do Homem!
Hoje, a liturgia do 4º domingo da Quaresma do Ano A abre a nossa vida à Luz do Cristo:
«Eu vim a este mundo para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos».
Esta luz, que é a Boa Nova, cega os nossos olhos.
Ficamos sem ver! Uma grande desgraça se apodera da nossa vida…
Incapazes de ver a mão de Deus, sentimos a dureza do pecado!
Caímos em desalento, ficamos perdidos… o nosso medo, o desânimo em que vivemos, é visível a olhos nus.
Queremos com todas as nossas forças ver… queremos matar o que nos provoca esta cegueira!
É neste momento que encontramos Jesus no caminho.
Descobrirmos na Palavra de Deus a força maior da nossa vida e recuperamos, a visão!
Traçamos um rumo novo e
aceitamos que «É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras d’Aquele que enviou» - O Messias.
Os nossos olhos abrem-se e todo o nosso Ser exulta de Alegria, porque «O Senhor nos conduz: nada nos faltará.»
A cega questão: «Como foi que se abriram os teus olhos?»
é respondida com a dose certa de «saliva e um pouco de lodo» e com a fé que habita o nosso coração:
«…nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade.»
O que nos aterroriza hoje é a certeza de que andamos cegos!
Vivemos numa rotina que não nos leva a lugar algum!
As luzes deste mundo, sem Deus e sem Amor, guiam-nos até ao pecado da incredulidade perante a Luz de Deus.
Nem sempre precisamos de ver com os olhos…
Vamos soltar as correntes que nos aprisionam a esta vida sem Deus?

É tempo de permitir que a força do Seu Espírito nos habite!
É tempo de aceitar cumprir a vontade de Deus!
É tempo de ser Baptizado e servir a humanidade!
É tempo de ser Luz!
É tempo de VER Deus, nosso Pai, com os olhos de uma criança…


Arquidiocese

Nova Ágora

CANCELADA

[+info]

Desejo subscrever a newsletter da Paróquia Nossa Senhora da Lapa
Padre Duarte Nuno Rocha | Póvoa de Varzim| 9 Fev 2020
Boletim 365 - V Domingo Tempo Comum - Ano A - 09-02-2020
« --- Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
PARTILHAR IMPRIMIR
 

Carta aberta aos senhores deputados sobre a eutanásia!

Ex mos. Senhores Deputados!

Sou padre há 33 anos e bispo há quatro anos. (…) Faz parte da minha agenda, quase todas as semanas, a celebração festiva com largas dezenas de idosos e doentes do Sacramento da Unção. Se neste momento fosse deputado, pensaria conscientemente, livremente e responsavelmente nas pessoas, especialmente nas mais frágeis.

No momento de decidir o voto não poderia dar prioridade a estratégias políticas, ideológicas ou a orientações partidárias.

Não há dúvida de que há doentes que se sentem mortos psicológica e socialmente (mergulharam numa vida sem sentido e experimentam a mais profunda solidão) e parece-lhes que já só lhes falta morrer biologicamente. Quererão realmente morrer ou quererão sentir-se amados?

Com a eutanásia e o suicídio assistido provoca-se deliberadamente a morte de outra pessoa (matar) ou presta-se ajuda ao suicídio de alguém (ajudar a que outra pessoa “se mate”). A eutanásia não acaba com o sofrimento, acaba com uma vida!

Quer a eutanásia, quer a obstinação terapêutica desrespeitam o momento natural da morte (deixar morrer): a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma artificialmente inútil e penosa. Para nós, crentes, a vida não é um objeto de que se possa dispor arbitrariamente, é dom de Deus e uma missão a cumprir. E é no mistério da morte e ressurreição de Jesus que, como cristãos, encontramos o sentido do sofrimento.

Mesmo se nos cingirmos a uma reflexão filosófica, não é lógico contrapor o valor da vida humana ao valor da liberdade e da autonomia. É que a autonomia supõe a vida e sua dignidade. A vida é um bem indisponível, o pressuposto de todos os outros bens terrenos e de todos os direitos. Não pode invocar-se a autonomia contra a vida, pois só é livre quem vive. Não se alcança a liberdade da pessoa com a supressão da vida dessa pessoa. A eutanásia e o suicídio não representam um exercício de liberdade, mas a supressão da própria raiz da liberdade.

Temos também consciência de que nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido de eutanásia é verdadeiramente livre, inequívoco e irreversível. Em fases terminais sucedem-se momentos de desespero alternando com outros de apego à vida. Porquê respeitar a vontade expressa num momento, e não noutro? Que certeza pode haver de que o pedido da morte é bem interpretado, talvez mais expressão de uma vontade de viver de outro modo, sem o sofrimento, a solidão ou a falta de amor experimentados, do que de morrer? Ou de que esse pedido não é mais do que um grito de desespero de quem se sente abandonado e quer chamar a atenção dos outros? Ou de que não é consequência de estados depressivos passíveis de tratamento? Estando em jogo a vida ou a morte, a mínima dúvida a este respeito seria suficiente para optar pela vida (in dubio pro vita). Como cidadão e como crente, digo NÃO à Eutanásia e ao Suicídio Assistido, pois trata-se da interrupção voluntária do amor e da vida! Se fosse deputado o meu voto seria Não!

Braga, 06.02.2020
+ Nuno Almeida, Bispo Auxiliar de Braga

PARTILHAR IMPRIMIR
Documentos para Download
Paróquia de Nossa Senhora da Lapa
Casa Paroquial
Morada

Rua padre Manuel Marques Silva, s/n
4490-582 Póvoa de Varzim

TEL

252624200

FAX

252620975

Cartório Paroquial

Cartório Paroquial - Horários

Segunda das 10h às 12h;

Sexta das 16h às 17.45h.

Confissões

Confissões

Visitas aos Doentes

Visitas aos Doentes 

 

Párocos