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DACS com Vida Nueva Digital | 25 Out 2021
As nove tentações do Sínodo
Artigo do Pe. José Francisco Gómez Hinojosa, Vigário Geral da Arquidiocese de Monterrey (México).
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O Vademecum para o Sínodo sobre a Sinodalidade é o instrumento oficial de escuta e discernimento nas Igrejas locais e “é concebido como um manual que acompanha o Documento Preparatório, ao serviço do caminho sinodal”.

O texto inclui: a) recursos litúrgicos, bíblicos e de oração disponíveis online; b) sugestões e ferramentas metodológicas mais detalhadas; c) exemplos de exercícios sinodais recentes; d) um Glossário de Termos para o processo sinodal.

Obviamente, é preciso lê-lo para poder participar da consulta que já está a acontecer em todas as dioceses do mundo, mas recomendo parar numa secção que me chamou a atenção. No segundo capítulo, intitulado “Princípios de um processo sinodal”, há uma recomendação no número quatro, “evitar as armadilhas”, e uma lista de nove tentações muito interessante.

 

1. A tentação de querermos ser o guia de nós mesmos em vez de nos deixarmos guiar por Deus… esquecendo que o Sínodo não é uma reunião conciliar, mas uma espécie de retiro espiritual. Além de nos perguntarmos como queremos a Igreja do futuro, devemos primeiro consultar Deus sobre essa questão.

 

2. A tentação de nos concentrarmos em nós mesmos e nas nossas preocupações imediatas. O Sínodo está em sintonia com a Igreja aberta e expansiva com que o Papa Francisco sonha. É preciso ir às periferias existenciais para perguntar e ouvir o que os outros pensam.

 

3. A tentação de ver apenas “problemas”... o que nos pode levar a sentirmo-nos oprimidos, desanimados e cínicos. Devemos apontar, é verdade, as adversidades e os erros cometidos, as sombras, mas também abrir paredes para encontrar luzes, que também existem.

 

4. A tentação de nos concentrarmos apenas nas estruturas. Estas têm que ser renovados, tudo bem, mas o Sínodo quer concentrar-se nas pessoas e, lembrando o Concílio Ecuménico Vaticano II, nas suas alegrias e esperanças, nas suas alegrias e tristezas, nos seus sonhos e suspiros.

 

5. A tentação de um olhar que não ultrapassa os limites visíveis da Igreja… o que tornaria o Sínodo autorreferencial. Precisamos de dialogar com o mundo da economia e da ciência, da política e da cultura, das artes e dos desportos, dos meios de comunicação, etc.

 

6. A tentação de perder de vista os objectivos do Processo Sinodal. E é que, às vezes, no caminho, as distracções da situação podem desviar-nos do nosso objectivo. O Sínodo não é um caminhar errante, mas uma peregrinação, na qual temos claro o destino.

 

7. A tentação do conflito e da divisão, que está sempre presente nas nossas discussões eclesiais. Precisamos, é claro, de defender as nossas propostas com paixão, mas com o mesmo entusiasmo para ouvir e, se necessário, aceitar opiniões diferentes das nossas.

 

8. A tentação de tratar o Sínodo como uma espécie de parlamento. O processo sinodal não é uma “batalha política” onde, para governar, um partido deve vencer o outro. O processo sinodal é consultivo e o Papa Francisco é quem tomará as decisões pertinentes.

 

9. A tentação de escutar apenas aqueles que já estão envolvidos nas actividades da Igreja… que, sem dúvida, seria mais simples e ágil, mas deixa de fora tantas pessoas que estão ali, de fora. Ouvir apenas alguém que suaviza os nossos ouvidos serve apenas para alargar o nosso ego.

Artigo publicado em vida Nueva Digital a 24 de Outubro de 2021.

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Palavras-Chave:
Sínodo  •  Sinodalidade  •  Vademecum  •  Armadilhas
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