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DACS | 12 Nov 2021
Cardeal e Chefe da Polícia concordam em criar um grupo que reveja o acesso de padres a cenas de crime para administrarem últimos ritos
“Nos últimos dias, surgiram questões sobre o acesso concedido, ou recusado, aos padres católicos a cenas de violência traumática, como a morte violenta de Sir David Amess”.
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  © Mazur / cbcew.org.uk

Um Cardeal inglês e a chefe da polícia de Londres concordaram em criar um grupo conjunto de revisão do acesso de padres católicos às cenas de crime para administrarem os últimos ritos.

O Cardeal Vincent Nichols e a Comissária da Polícia Metropolitana Cressida Dick tomaram a iniciativa após relatos de que a polícia recusou um padre católico que pretendia ungir Sir David Amess depois de o legislador ter sido esfaqueado durante uma reunião com constituintes em Leigh-on-Sea, Essex, a 15 de Outubro.

O Cardeal Nichols, Arcebispo de Westminster, anunciou a 9 de Novembro que o grupo estudaria “o acesso dado, ou recusado, a padres católicos a cenas de violência traumática” e consideraria “se são necessárias quaisquer mudanças nas orientações emitidas aos oficiais que enfrentam essas situações”.

Cumprimentando a comissária da polícia antes da Missa de Réquiem anual da Guilda da Polícia Católica na Catedral de Westminster, em Londres, disse: “Dou as boas-vindas aos polícias de tantas partes diferentes do país a esta Missa em que nos lembramos e rezamos pelos seus colegas falecidos”.

“Dou as boas-vindas a Cressida Dick, Comissária do Serviço de Polícia Metropolitana. Desejo agradecer a todos pelo serviço que prestam ao povo deste país, muitas vezes nas circunstâncias mais difíceis e com os muitos desafios que enfrentam. Nos últimos dias surgiram dúvidas sobre o acesso concedido, ou recusado, aos padres católicos a cenas de violência traumática, como a morte violenta de Sir David Amess. A Comissária da Polícia Metropolitana e eu concordamos em estabelecer um grupo conjunto para estudar esta questão e se alguma mudança é necessária na orientação emitida aos polícias que enfrentam essa situação”, acrescentou.

O Arcebispo afirmou estar grato à Comissária pelo acordo e estar confiante de que este “ajudará a estabelecer um caminho útil para avançar neste assunto de considerável sensibilidade e importância para a comunidade católica”.

O padre Jeff Woolnough, pastor da Igreja Católica de São Pedro, Eastwood, em Leigh-on-Sea, disse que correu para a Igreja Metodista de Belfairs a 15 de Outubro depois de saber que Amess havia sido atacado.

Um polícia que se encontrava do lado de fora da igreja teria transmitido mais que uma vez o seu pedido para entrar no edifício, mas o padre não foi autorizado a entrar. Em vez disso, rezou o rosário fora do cordão policial.

Os paramédicos atenderam Amess, que foi esfaqueado várias vezes, durante mais de duas horas e meia, antes que uma ambulância aérea chegasse para levá-lo ao hospital.

Após a morte de Sir David, o Bispo Mark Davies de Shrewsbury, Oeste da Inglaterra, pediu um maior reconhecimento dos últimos ritos como um “serviço de emergência”.

“Espero que uma melhor compreensão do significado eterno da hora da morte para os cristãos e para o ministério da Igreja como um «serviço de emergência» possa resultar desta terrível tragédia”, disse.

Os legisladores do Reino Unido propuseram formalmente uma “Emenda Amess” a um projecto de lei em discussão no Parlamento que visa garantir que os padres católicos possam administrar os últimos ritos nas cenas de crime.

A emenda ao projecto de lei sobre Polícia, Crime, Penas e Tribunais foi apresentada por quatro membros da Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento do Reino Unido.

A emenda ao projecto de lei, que está atualmente em fase de comissão na Câmara dos Lordes, afirma: “Ao garantir uma cena de crime onde uma pessoa dentro dessa cena de crime está gravemente ferida, de tal forma que há uma grande probabilidade de poder morrer, há uma presunção de que o polícia responsável permitirá a entrada na cena do crime a um ministro da religião, a fim de realizar rituais religiosos ou orações associadas à morte”.

A ideia de uma “Emenda Amess” surgiu dias depois de Sir David Amess, um membro conservador do Parlamento durante muito tempo, ter sido morto.

Prestando tributo ao seu colega morto na Câmara dos Comuns, a 18 de Outubro, o membro do  Parlamento Trabalhista Mike Kane sugeriu que os legisladores aprovassem uma emenda que garante aos padres o acesso aos que requerem os último ritos.

“[Amess] participou plenamente na liturgia da Igreja. Ele participou plenamente nos sacramentos da Igreja. Embora eu tenha a atenção dos que estão nos Bancos da Frente [ministros do governo], os católicos acreditam que a extrema unção ajuda a guiar a alma para Deus após a morte. Talvez pudéssemos apresentar uma emenda Amess para que, independentemente do lugar onde a pessoa estiver, numa casa de repouso ou numa cena de crime, qualquer pessoa possa receber esse sacramento”, explicou.

O homem acusado de matar Sir David -–Ali Harbi Ali, 25 anos, de Kentish Town, no norte de Londres – deverá ir a julgamento a 7 de Março de 2022.

O cidadão britânico de ascendência somali é acusado de assassinato e preparação de actos terroristas.

Os membros da Guilda da Polícia Católica participam numa missa de Réquiem anual na Catedral de Westminster, a igreja-mãe dos católicos na Inglaterra e no País de Gales, em Novembro, o mês das Almas Santas.

A missa deste ano foi celebrada pelo Bispo Alan Williams de Brentwood, Essex, o novo contacto da Guilda com a Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales.

Membros das forças policiais em serviço e aposentados de todo o país, bem como capelães da Guilda da Polícia Católica, rezaram pelos membros falecidos da Guilda na missa.

 

Artigo de National Catholic Register, publicado a 10 de Novembro de 2021.

 

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Palavras-Chave:
Inglaterra  •  Polícia  •  Emenda  •  Últimos Ritos  •  Religião  •   •  Liturgia
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