Arquidiocese de Braga -
3 julho 2017
Coordenadores de Catequese de Famalicão interpelados para a importância do “discernimento pastoral”
Departamento Arciprestal da Comunicação Social
Encontro promovido pela Equipa Arciprestal de Catequese proporcionou um tempo de formação, mas também de avaliação do ano pastoral.
Tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos, a Equipa Arciprestal de Catequese de Vila Nova de Famalicão promoveu um encontro destinado aos Catequistas Coordenadores Paroquiais de Catequese de todo o Arciprestado, com vista à avaliação do Ano Pastoral 2016-2017. Desta vez o encontro foi também enriquecido por um tempo de formação que alertou os catequistas para a importância do “discernimento pastoral”.
Este encontro teve lugar no passado dia 26 de Junho, pelas 21h15, no Centro Pastoral de Santo Adrião, em Famalicão, e contou com inúmeros catequistas provenientes de várias paróquias do Arciprestado. Num primeiro momento, depois de uma dinâmica de acolhimento e de um breve tempo dedicado à oração, que evocou a alegria de crer e de anunciar Jesus Cristo, tomou a palavra o P.e António Loureiro, Assistente da Equipa Arciprestal de Catequese, que deu as boas-vindas aos catequistas coordenadores, agradecendo a presença de todos.
De seguida, o Cónego Luís Miguel Figueiredo, Presidente da Comissão Arquidiocesana para a Educação Cristã, orientou um momento de formação centrado na temática do “discernimento pastoral” e inspirado na Exortação Apostólica do Papa Francisco, “A Alegria do Evangelho”. Depois de introduzir o tema, lembrando que “a grande missão da Igreja é a evangelização, isto é, formar discípulos de Jesus Cristo”, o orador lembrou que “muitas vezes as inúmeras tarefas que desenvolvemos a nível pastoral não geram dinâmicas de conversão nem promovem uma renovação das comunidades cristãs”. Urge assim a importância do “princípio da encarnação, isto é, procurar ser como Jesus Cristo, enquanto estrutura constante que une o divino e o humano e assinala de modo único a acção pastoral”. Explicando depois “o discernimento teológico-pastoral enquanto itinerário promotor de dinâmicas de conversão, em que a oração assume um papel preponderante e insubstituível”, o sacerdote acrescentou que a “teologia do discernimento assenta na sabedoria da Cruz, exprimindo a dinâmica própria do acto de fé e fundamentando-se no princípio da eclesiologia da comunhão, dado que o discernimento se faz no quadro comunitário de referência e implica atitudes como a humildade, a paciência e o testemunho”. Por último, o Cónego Luís Miguel deixou uma provocação aos coordenadores lembrando-lhes que “não se devem preocupar em fazer muitas coisas, mas antes em deixar que Deus faça através deles”.
Posto isto, foi o momento de avaliar as diferentes actividades realizadas e promovidas ao nível arciprestal, mas também arquidiocesano, que procuraram ajudar a atingir os objectivos propostos pelo Departamento Arquidiocesano da Catequese (DAC) para o Ano Pastoral 2016-2017, dedicado pela Arquidiocese de Braga ao tema da “Fé Contemplada”, sendo que o objectivo geral consistiu em “Reavivar, purificar, confirmar e confessar a Fé”.
Ao mesmo tempo, foi também feita uma primeira e breve apresentação do plano do DAC para o próximo Ano Pastoral, 2017-2018, um ano que inaugurará um triénio dedicado à virtude da Esperança na Arquidiocese de Braga.
O encontro, marcado pelo diálogo e pelo espírito de partilha, terminou com um novo momento de oração.
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