Arquidiocese de Braga -

26 fevereiro 2016

Inês Herédia afirma ser possível conciliar a fé e arte.

Fotografia

“Carta aos Artistas”, de João Paulo II, é “divisa” para o quotidiano da artista.

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Numa entrevista concedida ao semanário “Igreja Viva”, propriedade da Arquidiocese de Braga, Inês Herédia revelou ter existido um período em que foi operada uma transformação significativa no seu modo de olhar a fé e a própria religião, descrevendo-o como «fraturante».

Musical Wojtyla e Carta aos Artistas foram elementos suficientes para despertar na cantora e atriz um fascínio pela afinidade profícua entre o mundo artístico e a fé cristã, na medida em que uma e outra são realidades que espelham a estética do sublime e virtuoso. É neste movimento interior que afirma dispôr de meios para discernir a sua vocação.

«Hoje em dia ainda é giro perceber - perceber mas que para mim ainda hoje não é uma coisa totalmente inteligível - como é que as duas coisas estão intimamente ligadas. Para mim é um estalo na cara todos os dias».

A finalista do concurso "Ídolos" em 2012 diz levar a sério um compromisso diário entre os projetos artísticos, com os quais se compromete, e os valores que devem estar presentes na identidade de qualquer sujeito.

«Acho que ainda hoje estou a colher sementes, e vou estar sempre a colher sementes do que o "Wojtyla" fez na minha vida. Primeiro porque era um projeto muito despretensioso, eram histórias reais de pessoas que se tinham cruzado com o papa João Paulo II ao longo da vida, mas aquelas histórias eram nossas. De alguma maneira cada história falava sobre a nossa história de conversão também, e então era como se não estivéssemos a representar».

 

Fonte:

http://www.arquidiocese-braga.pt/igreja-viva/8535#sthash.jOQS7kvZ.dpbs