Arquidiocese de Braga -
17 março 2016
Misericórdia e Consolação apresentadas como epicentro da fé cristã
A habitual audiência de quarta feira contou com a presença de comunidades educativas de Portugal.
Hoje de manhã o Papa Francisco frisou a existência de circunstâncias onde legamos emoções de exasperação e alguma consternação, mediante as quais e presenteados pela solidão, sofrimento ou pela morte, nos declaramos desprezados por Deus.
O Sumo Pontífice instou acerca da posição vulnerável de inúmeros homens e mulheres que abandonam as suas casas, chefiados pelo medo e a vergonha, pela miséria e carência, pela destruição interior e tristeza profunda. Encarando a amargura de uma vida pesarosa, sobram poucos espaços para apreciar a beleza, a disponibilidade e amabilidade incomensurável de Deus. Tudo isto, numa perfeita menção ao refugiados que quotidianamente atravessem limites fronteiriços à procura de paz e harmonia.
“Quantos tentam chegar a outros lugares e fecham-lhes a porta. E estão ali na fronteira, porque tantas portas e tantos corações estão fechados. Os migrantes de hoje que sofrem, que sofrem a céu aberto, sem alimento, e não podem entrar, não sentem o acolhimento.” Ao mesmo tempo, recordou a experiência de exílio passada pelo povo de Israel, oscilando a fé das gentes e desacreditando a bondade divina.
Neste introito, a atitude do profeta Jeremias foi soberana por consolar o povo, evocando o Senhor Deus como fiel, sempre disposto a recuperar a aliança eterna com as suas criaturas. O Pai nunca abandona os seus entes queridos. Por isso, volvidos setenta anos, Israel volta à sua pátria pela mão do seu Senhor.
Entre encontros e desencontros humanos vislumbramos a realização plena de uma vida com qualidade, cimentada pelo afeto e ternura, a alegria e segurança de sermos filhos amados do Pai. Também no caminho quaresmal se afigura uma luz vistosa, conduzindo-nos à Páscoa da ressurreição, da qual resulta uma experiência plenária e concludente da dileção compassiva de Deus.
Com a audiência a findar, Francisco felicitou os peregrinos de língua portuguesa: “Queridos amigos, desejo-vos que nada e ninguém possa impedir-vos de viver e crescer na amizade de Deus Pai; mas deixai que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele, com vós mesmos e com os irmãos.”
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