Arquidiocese de Braga -
31 março 2016
A emoção é imperecível
Só o amor permanece, só a relação alimenta, só o olhar desperta.
Neste período, subsequente ao domingo de Páscoa, assola-nos a memória de um amor incomensurável, inaudível e pretensioso. Todos os anos, somos intimados a reinterpretarmos nesse sentimento maior de onde fomos um dia gerados. É este amor que suporta a humanidade, dá impulso à criação, desabrocha nova vida e sustém a vida dos outros.
O modelo dos modelos, Jesus Cristo, ensina-nos a arriscar sem temer, a lutar sem temor, a vencer sem nunca tremer. Devemos ser capazes de revelar esses atos colossais na entrega relacional ao outro, aquele que está ao nosso lado e, porventura, implora o nosso auxílio. Não podemos ser imunes à fragilidade de tantos e tantos irmãos.
O amor nos foi dado de nossos progenitores, o amor permanece em nós, o amor carece de ser transmitido aos nossos herdeiros. E tudo o que seja feito por amor permanecerá na beleza e encanto de ser dileção. Subsistimos para estimar, viemos ao mundo com a ambição de potenciar um afeto recíproco. Só o amor dá sentido à vida e a torna possível ao longo dos anos. Ele é eterno, nunca acaba e sempre atual.
Afinal há sentimento superior? Nos factos acessíveis e complicados, nas disposições menores e maiores, na consagração diária, reside aí o amor.
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