Arquidiocese de Braga -
19 abril 2016
Entre primórdios desvalidos, mãos incandescentes e pés desafortunados.
O Sumo Pontífice intercedeu junto da comunidade internacional um cuidado aumentado para com os que diariamente aventuram-se nas travessias do Mediterrâneo, em contextos desumanos e situações calamitosas. São indivíduos com coração e pensamento, carentes de afetos e indigentes de instruções. Perante a indiferença e falta de compaixão, o Papa pediu perdão aos emigrantes que procuram um novo lar e uma vida com qualidade.
Segundo Francisco, não podemos indeferir o auxílio humanitário aos nossos irmãos, cada qual marcado por esse sinal indelével de ser criatura de Deus, todos sujeitos cuja integridade e dignidade humanas devem ser respeitadas. São pessoas que fogem “por causa da opressão, da guerra, de uma natureza desfigurada pela poluição e pela desertificação, ou da injusta distribuição dos recursos do planeta”.
A sociedade civil não pode olhar com desdém estes homens e mulheres, meninas e meninos, bebés que passam fronteiras, terrenos e mares, à mercê de um destino sem resposta. O chefe da Igreja pediu para que se concebam vínculos e se unifiquem pontes entre povos, culturas e religiões. Neste sentido, será indispensável repensar os programas e projetos de assistência que solucionem as mínguas e acrescentem respostas às inoperatividades mundiais.
Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/refugiados-papa-pede-perdao-pela-indiferenca-e-falta-de-acolhimento/
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