Arquidiocese de Braga -

10 maio 2016

Nas imediações dos centros urbanos.

Fotografia

Um confronto pastoral, uma oportunidade para revisitar projetos e planos parcamente ponderados.

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A sociedade global vê-se confrontada com novos padrões residenciais. Nos nossos dias, um amontoado populacional acumula nas periferias, em prol de um aglutinado civil e social com contornos profundamente complexos. O crescimento dos chamados bairros sociais é já uma certeza comum e inegável.

Nos subúrbios vão-se reunindo indivíduos desprotegidos e sem direito a expressar. Aqui reside uma parte do globo marginalizado pelos monstruosos âmagos citadinos, que apenas convidam os grandes plutocratas, graças aos custos de vida aí praticados. Excluídos do debate, são ainda ostracizados pela cultura reinante de um consumismo incongruente.

Ao mesmo passo, a cidade contemporânea vê-se desprotegida e alheada de crédito. A sua centralidade começa a ser fugaz e, hoje, é cada vez menos um espaço de convergência. Nos últimos tempos, deparamo-nos com um lugar gasto, habitado por calamidades civilizacionais e caracterizado por flagícios.

Ora, a pastoral tal como é diligenciada vê-se incapaz de ser também ela resolução para um problema tão complexo. De facto, o refúgio está longe de uma divisão interna e territorial das dioceses e distante de um centro mais próximo das periferias. A Igreja deterá um papel pró-ativo, quando sugerir realidades cristãs tendo em conta estas áreas. Para que isso seja exequível, terá que esboçar projetos a partir dos subúrbios. Desse modo, assegurar-se-á uma Igreja povo que ressaltará pela responsabilidade pastoral de cada um, capaz de anunciar a Palavra.

 

Fonte: “Periferie. Crisi e novità per la Chiesa”.