Arquidiocese de Braga -
7 fevereiro 2021
Equipas Arciprestais da Pastoral para as Vocações despertadas para a missão de acompanhar e ajudar a discernir
Departamento Arquidiocesano da Pastoral Vocacional
Um olhar que (ch)ama
O Departamento de Pastoral para as Vocações da Arquidiocese de Braga promoveu no passado dia 5 de fevereiro, sexta-feira, um encontro com todas as Equipas Arciprestais da Pastoral Vocacional, que se realizou online, entre as 21h00 e as 23h00, sendo subordinado ao tema “Um olhar que (ch)ama”, em conformidade com a temática que preside ao ano pastoral em toda a Arquidiocese.
Esta iniciativa contou com a participação de várias dezenas de membros das Equipas Arciprestais de 12 dos 14 dos Arciprestados da Arquidiocese, desde sacerdotes assistentes a leigos que com eles constituem essas equipas.
Depois das boas-vindas dirigidas a todos, de um momento de oração e de uma breve contextualização inicial, marcada também pela visualização de um pequeno vídeo com um toque de humor, este encontro contou com um tempo de reflexão sob orientação do Pe. Nuno Santos, que, entre muitas outras funções, desempenha a de Coordenador da Pastoral Vocacional na Diocese de Coimbra.
O orador convidado começou por referir que “há olhares que fazem descobrir (tirar tudo o que cobre) a vocação”, acrescentando que “só pode acompanhar ou discernir quem ama e olha o outro como irmão”. Neste sentido, enfatizou o perigo de nos tornarmos “marionetas”, que fazemos algo “porque todos fazem”, referindo que “entre todas as vozes, importa perceber qual é a voz do Senhor” e “aprender a identificar as vozes que não nos dignificam e não nos conduzem à vida”, o que implica “aprender a olhar para dentro”, mas também a “aproximarmo-nos, sem medo de ser olhados”.
Posto isto, o Pe. Nuno Santos elencou alguns “passos para o discernimento”. Importa “partir da nossa realidade e história concreta”, isto é, perceber “quem sou eu e o que desejo”, evitando “ser fotocópia de outros”. Além disso, há que “pedir ajuda a outra pessoa, seja um sacerdote, um religioso ou um leigo”. A par destes passos, cada um deve “perguntar ao Senhor: O que queres de mim? Em que posso ser (mais) útil? Para quem é que eu sou?” Por fim, é necessário “arriscar uma decisão, confiar-se e entregar-se”, na certeza de que “Deus não nos tira nada”, pelo contrário, “a vida ganha muito, adquire intensidade suprema, quando a percebemos como uma vocação”.
O sacerdote lembrou ainda que “quem acompanha precisa de saber ser paciente”, não vendo no outro “um problema”, mas sim “a pessoa”. Esta é uma tarefa “muito exigente”, que “dá muito trabalho”, pois implica tempo “para estar”, para se fazer próximo “com amor e também com humor”, ajudando a “santificar”. Para tal, é necessário sempre tomar “Cristo como modelo”, pois “Jesus vai ao encontro de cada pessoa, ouve sem julgar e dá resposta aos desafios concretos de cada um”.
Depois de um tempo de diálogo e partilha, o Coordenador da Pastoral Vocacional da Arquidiocese tomou a palavra, agradecendo a presença de todos e lembrando que este procurou ser um “encontro de formação, mas também de consciencialização, de modo a que possamos, à semelhança do Bom Samaritano, chegar a todos os ‘caídos’”. Assim, “partindo de Jesus Cristo e criando um espírito de rede, cabe a todos promover uma pastoral testemunhal, de encontro e de proximidade, assegurando um elo de ligação entre todos os setores e em todos os âmbitos, seja arquidiocesano, arciprestal ou paroquial”, procurando “implementar nos diferentes contextos uma renovada cultura vocacional e recolocando a Pastoral Vocacional no coração da Arquidiocese, das comunidades e de cada um”.

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