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26 Out 2020
Sinodalidade para com os Seminários
Mensagem do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, na Semana dos Seminários.
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A pandemia veio confirmar a precariedade e vulnerabilidade da vida. Muitas coisas manifestam a sua fragilidade, fazendo com que não perseverem no futuro. Muitas já caíram e muitas outras irão desaparecer.

Há, porém, instituições que se identificam com os objectivos da humanidade e que, por isso, não só não podem ser colocadas em dúvida, mas que, neste contexto, reforçam a sua razão de ser, nunca podendo ser questionadas.

Isto está a acontecer na sociedade civil e na Igreja. Por aquilo que nos diz respeito, os Seminários permanecem sempre no âmbito das estruturas institucionais que devem readquirir um espaço mais significativo nestes tempos conturbados. Este momento é, por isso, oportunidade para que a Igreja Arquidiocesana, com as suas comunidades, lhes atribua a importância que efectivamente possuem.

Queremos ser uma Igreja sinodal. Com esta opção comprometemo-nos a caminhar todos juntos, dispondo-nos a colocar na vida de cada cristão e das comunidades tudo o que pertence à Igreja e não permitindo que haja realidades que são da responsabilidade apenas de alguns. Tudo é nosso e o bem da Igreja exige compromissos muito concretos. Se isto se aplica a muitas realidades da vida eclesial, os Seminários arquidiocesanos não só não podem ser esquecidos como exigem um carinho e atenção da parte de todos. Devemos quotidianamente caminhar com eles. Porque eles não pertencem a quem lá trabalha, esta semana diz-nos que não há Igreja sem seminário. São um dom de Deus à comunidade diocesana que suscita permanente corresponsabilidade de todo o Povo de Deus. Aos seminaristas para que não desperdicem o tempo, aos sacerdotes para que se envolvam de um modo constante fazendo memória do que receberam e integrando-o, como gratidão, no coração das comunidades; às equipas formadoras para que, na gratuidade e compromisso eclesial, nunca deixem de acreditar na beleza da tarefa que Deus lhes confiou; a todos os cristãos, particularmente aos grupos de jovens e movimentos, para que aceitem a responsabilidade de construir seminário com tudo o que, espiritual ou materialmente, lhe podem oferecer; aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica para que semeiem o convite vocacional mostrando aos alunos que o projecto de Cristo produz felicidade humana.  

A vida quotidiana dos seminários, com todas as suas exigências, não pode ser esquecida nesta atitude de sinodalidade concreta. Só com uma corresponsabilidade eclesial os bons resultados surgirão. Foi sempre assim. Os seminários cresceram com a solicitude da oração e generosidade das pessoas. Foi esta presença dos Seminários na vida dos cristãos à Igreja sacerdotes. Sempre existiu uma simbiose entre os cristãos e esta casa da Igreja a que pertencem. Não eram ignorados mas permanentemente recordados com gestos e sinais a mostrarem solidariedade efetiva e constante. São o coração da Diocese e sempre estiveram no coração das pessoas e comunidades. Também hoje é de esperar idêntica solicitude manifestada nesta semana, de um modo particular ou em qualquer outra ocasião. Tudo pode acontecer a partir de cada um, das famílias no seu conjunto, das empresas, associações, comunidades. Espera-se oração permanente e generosidade constante. Temos o Fundo de S. José que permanentemente recolhe dádivas e donativos. 

Para a sinodalidade com os Seminários, acrescento a experiência dos meus tempos de seminário que caiu em desuso. Os sacerdotes poderiam falar dela nas eucaristias e noutras actividades pastorais para a recuperarem. Trata-se das madrinhas dos seminaristas. Alguém oferecia-se para rezar por um seminarista em concreto. Sabia quem era mas ele não tinha conhecimento. Só no dia da ordenação o nome era revelado. Não será de concretizar, hoje, idêntica experiência? Por outro lado, se queremos que a família seja uma Igreja doméstica, não poderiam estas assumir um seminarista por quem rezar em família?

Concluindo: os Seminários devem estar no quotidiano da vida eclesial. Com eles caminhamos sinodalmente. Fazemo-lo na oração (individual e comunitária), na generosidade (pessoal, familiar ou de empresas) e na gratidão a quem neles trabalha. Que esta trilogia manifeste que os Seminários são de todos, leigos, sacerdotes, comunidades, movimentos. Sintamo-los nossos quotidianamente e deixemos que as exigências da caridade manifestem muitos sinais de amor eclesial.

 

 

 † Jorge Ortiga,
Arcebispo Primaz

 
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