Arquidiocese de Braga -

7 junho 2026

XI Domingo do Tempo Comum

Fotografia

“Recebestes de graça, dai de graça”

Celebrar em comunidade

 

Itinerário simbólico

Arranjo floral a integrar o Círio Pascal aceso.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada] Povo de Reis – L. Deiss

[Apresentação dos dons] Cristo hoje nos chama – M. Wackeinhem

[Comunhão] A seara é grande – D. Faustino

[Final] Ide por todo o mundo – M. Faria

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações das Missas para diversas necessidades 30: pela paz e pela justiça (Missal Romano, 1309)

[Oração Eucarística] Oração Eucarística da Reconciliação II com prefácio próprio

[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum III

 

Catequese Mistagógica

Silêncio no momento pós-comunhão 

O silêncio é parte integrante da oração e da celebração litúrgica (cf. SC 30). «Por meio deste silêncio, os fiéis não se veem reduzidos a assistir à ação litúrgica como espectadores mudos e estranhos, mas são associados mais intimamente ao Mistério que se celebra, graças àquela disposição interior que nasce da Palavra de Deus escutada» (MS 17).

A finalidade deste silêncio «visa obter a plena ressonância da voz do Espírito Santo nos corações e unir mais estreitamente a oração pessoal à Palavra de Deus e à oração oficial da Igreja» (IGLH 202). O silêncio não é só privação de ruído ou de palavras. Não é passividade, nem indiferença ou ausência. É presença, acolhimento, atenção, reflexão, ressonância, assimilação, personalização do que se celebra, interiorização do mistério, espaço de liberdade, para que atue o Espírito. É a partir do silêncio que se pode escutar. Do silêncio brotam as melhores palavras e a verdade dos gestos. 

No momento após a Comunhão, o sentido do silêncio reveste-se, de forma particular, do sentido de reconhecimento e de aprofundamento da presença de Jesus no mistério recebido, louvando e agradecendo a Deus no íntimo do seu coração, «a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções» (cf. IGMR 54)

 

Ministérios Litúrgicos

Jesus enviou os doze dois a dois. Este envio plural significa também que o serviço eclesial, mesmo que seja assumido pessoalmente, nunca é uma tarefa individual, é sempre uma tarefa coletiva. Assim, o MEC, quando vai levar a comunhão aos doentes, não vai a título pessoal nem vai aos “seus” doentes. Mesmo indo sozinho, ele deve estar consciente que é a Igreja que foi enviada para o exercício desse ministério.

 

Introdução ao espírito celebrativo

Depois da saudação do presidente da celebração, um admonitor lê a seguinte introdução:

Estimados irmãos e irmãs, como discípulos de Jesus, reunidos à volta do Altar, sentimos como o Reino de Deus está presente entre nós. E se recebemos de graça, somos convidados a dar de graça. Pelo Espírito que recebemos, a paz frutifica em nós. Por isso, rezemos de forma particular nesta celebração, para que cada um de nós seja verdadeiro arauto da paz que é Jesus. Preparemo-nos para esta celebração, num fecundo tempo de silêncio, pedindo o dom da paz para todos os povos.

Seguir-se-á um tempo de silêncio, para cada um rezar pela paz.

 

Evangelho para todos 

Como discípulos de Jesus, o amor de Deus convida-nos a levar a Boa Nova, fazendo da própria vida um dom para Ele e para o mundo. Mas, rapidamente nos apercebemos que “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos” e, diante de tal desafio, facilmente buscamos a comodidade dos dias e, sem nos apercebermos, entramos na lógica do consumismo.

Hoje e sempre somos convidados a seguir a “loucura” do nosso Deus, que nos ensina a encontrá-l’O no faminto, no sedento, no maltrapilho, no doente, no amigo em “maus lençóis”, no encarcerado, no refugiado e migrante, no vizinho que vive só, nos povos em guerra. É preciso rezar pelos trabalhadores da messe, para que sejam arautos da paz no meio das pessoas. 

 

Oração Universal

V/Irmãs e irmãos: Jesus pede que rezemos ao Senhor da seara para enviar mais trabalhadores para a Sua seara. Associemos as nossas preces às de Jesus, dizendo: 

 

R/ Deus da paz, ouvi a nossa oração.

 

  1. Pela Igreja em processo sinodal: para que seja dócil à voz do Senhor da messe, para irradiar no mundo a vida nova do Reino de Deus. Rezemos. 

     

  2. Pelos que governam: para que promovam uma cultura da vida e da paz, aberta aos valores humanos e fraternos, de modo que cada pessoa possa viver, nesta terra, a sua vida, como vocação e missão. Rezemos. 

     

  3. Pelos povos do mundo inteiro: para que sejam respeitados na sua diferença e os meios diplomáticos instaurem uma cultura de paz efetiva. Rezemos.

     

  4. Pelos desafios colocados à humanidade pela inteligência artificial: para que seja sempre reconhecida a dignidade da pessoa humana, e todos os meios tecnológicos favoreçam o progresso da humanidade. Rezemos.

     

  5. Por todos nós: para que abandonemos a apatia e cultivemos espírito fraterno, para levarmos a paz a todos os lugares, especialmente onde há exclusão e exploração, indigência e morte. Rezemos.

 

V/ Senhor Jesus, que vens de encontro às necessidades do mundo, vem em nosso auxílio e concede-nos a graça de participar contigo na missão da Igreja em favor das necessidades do mundo. Por Cristo, nosso Senhor. 

R/ Ámen. 

 

 

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

O Código de Direito Canónico condena a simonia, isto é, a compra ou venda de realidades espirituais. No cân. 947 está escrito: “afaste-se totalmente da celebração das Missas até a aparência de negociação ou comércio”. É legítimo vender algo com lucro, se ele foi conseguido graças ao mérito ou ao trabalho próprio. Todavia, na Eucaristia não existe qualquer mérito ou trabalho que possa ser remunerado, tudo é Graça e Dom. Por isso, Jesus insiste que os arautos do Evangelho devem dar de graça aquilo que receberam de graça. A Eucaristia é o sinal máximo da graça. Ninguém pode merecer a salvação; Deus oferece-a gratuitamente em Cristo, e a Eucaristia torna presente esse dom gratuito, porque o seu valor é infinito.

 

 

 

Sair em missão

 

Oração

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna. 

(Francisco de Assis)

 

Missão da Semana

No início do Evangelho escutamos: “Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. Jesus está atento aos que O rodeiam… não lhes é indiferente! Um dos grandes flagelos da humanidade é a apatia. Nesta semana, convidamos-te a cultivar empatia por quem se encontra fatigado e abatido. Desenvolve diariamente a empatia como o teu próprio estilo de vida, para gerar relações fraternas e de paz! Parte em missão e procura relacionar-te com a vida dos outros! Escuta ativamente; observa atentamente; caminha alguns quilómetros nos sapatos de outra pessoa antes de criticá-la; cultiva pontos de união e comunhão. O Reino de Deus está próximo. Deixas que Deus reine na tua vida?


Download de Ficheiros

a_comum_11.docx

Pão na Palavra

1920x1080_tc_11.jpg

1080x1920_tc_11.jpg