Arquidiocese de Braga -
11 outubro 2026
XXIX Domingo do Tempo Comum | A
“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Arranjo floral com um pano branco.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Vinde, prostremo-nos em terra – A. Cartageno
[Apresentação dos dons] Tudo Vos damos – M. Faria
[Comunhão] Dai a César o que é de César – A. Frade
[Final] Diz o Senhor: ide e ensinai – A. Cartageno
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo XXIX do Tempo Comum
[Prefácio] Prefácio VII Dominical do Tempo Comum
[Oração Eucarística] Oração Eucarística III
[Bênção] Oração de Bênção sobre o povo nº 7
Catequese Mistagógica
Apresentação dos dons
Depois de nos nutrirmos pela escuta da Palavra, à volta do Ambão, voltamo-nos para o Altar, mesa do sacrifício e do banquete. O primeiro momento da Liturgia Eucarística é a apresentação e preparação dos dons: “na preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos” (IGMR 72).
Como se ordena este rito? Como sintetizam os números 73 a 76 da IGMR, em primeiro lugar, abre-se o Corporal sobre o Altar e colocam-se o Missal, o Cálice e o Sanguinho. Depois e preferencialmente, os fiéis devem apresentar ao sacerdote ou ao diácono ou ao acólito instituído o pão e o vinho com água em lugar conveniente, que depois os deporão sobre o Altar, onde o sacerdote dirá a fórmula própria. Além destas ofertas, podem ser apresentadas outras (como as esmolas), destinadas à Igreja ou aos mais frágeis, que são colocadas fora da Mesa Eucarística.
Neste momento podem ser incensados os dons colocados sobre o Altar, a Cruz, o próprio Altar, o sacerdote e o povo. Todo este rito pode ser acompanhado por um cântico adequado, por um tema instrumental ou em silêncio. No final, o sacerdote lava as mãos como sinal de purificação para oferecer a Deus o Santo Sacrifício.
Ministérios Litúrgicos
De certa maneira, a música litúrgica é uma forma de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Pelo respeito da partitura, das notações do compositor, do rigor e da perfeição da execução, nós estamos a dar ao compositor aquilo que é dele. Contudo, a música não é executada para ele, ela é, como tudo na liturgia, para a salvação das pessoas e glorificação de Deus e, assim, estamos a dar a Deus o que é d’Ele.
Evangelho para todos
É lícito ou não pagar tributo a César? César, por direito, tem direito ao imposto. Como hoje, aliás, o Estado tem direito ao contributo dos cidadãos. Mas a Deus não pertence impostos ou contributos. A Deus podemos dar aquilo que somos, o coração, o corpo, a vida inteira. A Deus não precisamos de retribuir nada menos do que aquilo que somos. Pertencemos a Deus, não a César. Nada do que temos é verdadeiramente nosso. Não somos donos seja do que for, mas devedores de tudo, desde o dia em que nascemos. A Deus saldo a dívida com a vida e com o modo como vivo, num amor impagável. Porque o despojamento e a generosidade são próprios de quem vive inteiramente em e para Deus, procuremos imitir estas virtudes.
No Caminho de Páscoa que estamos a trilhar na nossa Arquidiocese, somos convidados a avaliar. É, por isso, oportuno ponderar e discernir de que modo temos feito o nosso tributo a Deus, com a nossa vida, o nosso serviço, a nossa missão.
Oração Universal
V/Irmãs e irmãos: unidos a todos os povos, oremos ao Pai celeste pela Igreja e por toda a humanidade, dizendo (ou cantando), numa só voz:
R/Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo.
Pelas Igrejas do Oriente e do Ocidente, pelos cristãos perseguidos e pelos seus bispos, presbíteros e missionários, oremos.
Pelos diáconos que servem na prática da caridade, pelos seminaristas que fazem discernimento para o ministério sacerdotal e pelos jovens despojados e generosos, oremos.
Pelos homens e mulheres mais infelizes, pelos que sofrem a ditadura de não poderem dar a Deus o que é de Deus, e pelos oprimidos pelas dívidas do mundo, oremos.
Pelas missões de todo o mundo, pelos religiosos e irmãos leigos que as servem e pelos cristãos que por elas oram sem desânimo, oremos.
Pela nossa assembleia aqui reunida, pelos fiéis que permanecem firmes na esperança da renovação pastoral e pelos que praticam com alegria a caridade, oremos.
V/ Senhor, Deus do universo, que acolheis as orações e ações de graças daqueles que se reúnem em Igreja, escutai os anseios do seu coração e as súplicas que Vos apresentam com toda a confiança. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Apresentação dos dons
No momento do ofertório, enquanto as moedas tilintam nos sacos de cetim ou nos cestos de vime, cada um dos participantes na celebração ouse imaginar a passagem do Evangelho, recriando a imagem de César nas moedas contemporâneas, escutando Jesus a dizer-nos “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Para ajudar ao exercício imagético, pode começar-se este momento com um tempo de silêncio, seguindo-se a oração prevista para este Domingo (disponível na secção “Sair em missão” deste documento). Depois, pode soar uma peça de órgão ou o cântico. No final, as pessoas que fazem a coleta podem entrega-la diretamente ao presidente da celebração, que a deporá diante do Altar.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
Na Eucaristia cumpre-se em plenitude a palavra de Jesus: «dai a Deus o que é de Deus». Cristo oferece-se inteiramente. Nele, a humanidade devolve ao Criador o que Lhe pertence: não apenas dons exteriores, mas a própria vida. Unidos ao seu sacrifício, também nós somos oferecidos, corpo, alma e vontade, e todo o nosso ser, recriado à imagem do Filho, é apresentado ao Pai. Assim, a Eucaristia não é só memória, mas participação real na entrega de Cristo, que torna toda a oferta verdadeiramente agradável a Deus. É o Filho quem, em nosso nome, se oferece e nos oferece com Ele, reconduzindo tudo ao amor do Pai. Nos gestos de elevação na Apresentação dos dons e, sobretudo, na Doxologia, damos ritualmente a Deus o que é de Deus.
Sair em missão
Oração
A Vós, Senhor, nosso Deus,
oferecemos tudo o que é vosso.
Sabemos que o que é de César não nos satisfaz,
nem nos traz felicidade.
Aceitai a nossa oração diária,
que dá força e coragem à nossa fé.
Recebei o pão que faz desabrochar no nosso coração
a esperança da salvação.
E… aqui tendes o vinho,
que é sinal da alegria que nos invade,
ao vivermos a caridade
como caminho a seguir para vos encontrar.
Senhor, nosso Deus,
que chamais cada um de nós pelo nome,
recebei o tesouro mais precioso que vem de vós:
a nossa vida em missão!
Missão da Semana
«O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a ação do Espírito Santo». Às palavras de S. Paulo, vamos construir um mundo onde Deus seja o único Senhor da vida! Sejamos instrumentos de caridade no mundo, dando às pessoas mais próximas o que recebemos de Deus: gestos de amor.
Download de Ficheiros
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Pão na Palavra
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