Arquidiocese de Braga -
19 janeiro 2026
Irmandade de São Vicente renova-se com a entrada de 12 novos irmãos
DM - Jorge Oliveira
A Irmandade do Mártir São Vicente, de Braga, integrou, ontem, 12 novos irmãos, numa celebração eucarística solene na igreja paroquial de São Vicente, presidida pelo pároco, o cónego Rui Sousa.
A celebração marcou também o início da romaria em honra de São Vicente, que decorre até ao dia 25 de janeiro com um programa pontuado por celebrações religiosas e iniciativas culturais.
A entrada destes novos membros – nove mulheres e três homens – representa um reforço significativo para este organismo com mais de três séculos de existência e que continua a assumir um papel relevante na vida da paróquia de São Vicente, onde está sediado.
Durante a celebração, o cónego Rui Sousa saudou os novos irmãos, sublinhando que a sua admissão é um claro um sinal de renovação da Irmandade.
«É o sentido de continuarmos a renovar a vida deste grupo, desta Irmandade, que já tem centenas de anos, e que mantém uma presença significativa da comunidade e na vida da cidade», afirmou.
Os novos irmãos ontem admitidos são: José Carlos Coelho, João Afonso Rodrigues, Liliana do Rego Esteves, Marinalva Barbosa Silvestre, Maria Antonieta, Maria Sousa Rodrigues, Maria Diogo Fernandes, Maria Madalena Monteiro, Maria Figueiredo Maia, Maria da Conceição Ferreira, Nilton Oliveira Rocha, Tânia Rodrigues Silva
A todos foi entregue, no momento da admissão, um diploma e uma medalhinha do Mártir São Vicente.
O pároco apelou a um envolvimento ativo dos novos membros, realçando que a pertença à Irmandade não pode ser sinal de «tradição, de protagonismo», mas deve traduzir-se num compromisso visível no quotidiano.
«Não sejam apenas irmãos para receber um diploma e uma medalha, mas irmãos comprometidos com a dinâmica própria da Irmandade de São Vicente e da paróquia», reforçou.
A admissão destes novos irmãos assumiu um simbolismo especial dado que aconteceu no ano em que a paróquia celebra o centenário da sua fundação.
O cónego Rui Sousa expressou o desejo de que todos os movimentos da paróquia, aproveitando este espírito do aniversário, se renovem e reassumam o sue compromisso, a sua missão, o seu serviço.
«A renovação acontece quando todos os grupos e todas as pessoas que fazem parte da comunidade entram neste processo. Ver a Irmandade renovar-se é também um forte sinal de pertença à comunidade paroquial», destacou.
Na homilia, sustentado nas leituras do dia, o pároco apelou a que este momento seja também uma oportunidade para reassumir os compromissos batismais e viver a fé de forma ativa.
«Ser irmão implica cuidar do património, do zelo da igreja, da liturgia, da cultura e das tradições. Não pode haver protagonismo ou vaidade, mas sim o cumprimento da vontade de Deus», afirmou, acrescentando que o compromisso deve traduzir-se em ações concretas ao longo do ano.
Para o presidente da Irmandade do Mártir São Vicente, José Diogo, a entrada de novos irmãos, além de renovação, significa esperança de continuidade.
«Cada nova admissão é um sinal de continuidade e de futuro para uma Irmandade com mais de 300 anos. É a garantia de que o património que nos foi legado continuará a ser cuidado e transmitido às próximas gerações», referiu.
Atualmente, a Irmandade encontra-se empenhada na angariação de fundos para dar continuidade aos processo de requalificação da igreja de São Vicente, nomeadamente da torre, da sacristia e de outras áreas ainda não intervencionadas.
Paralelamente, mantém a sua colaboração ativa nas atividades paroquiais e na organização das festividades em honra de São Vicente.
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