Arquidiocese de Braga -

21 janeiro 2026

Igrejas oferecem uma voz cristã unida no espaço público europeu

Fotografia ECCLESIA

DM com Ecclesia

O patriarca de Lisboa afirmou ontem na apresentação da Carta Ecuménica que o documento é «um dos fundamentos mais sólidos para a construção de uma paz duradoura» e apresenta-se como uma «voz cristã unida no espaço público europeu».

Para D. Rui Valério, a Carta Ecuménica convida a «oferecer uma voz cristã unida no espaço público europeu», nomeadamente «uma voz que não pretende impor-se, mas propor; que não nasce do poder, mas do serviço; que não ignora as feridas do passado, mas trabalha pela reconciliação e pela confiança no futuro». «Trata-se de um contributo indispensável para uma Europa que só reencontrará a sua alma se colocar no centro a pessoa humana e a sua vocação à comunhão», afirmou o patriarca de Lisboa, em nome da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), referindo a necessidade de «reconhecer de forma irrenunciável as origens cristãs da própria Europa».

D. Rui Valério lembrou que, diante da lógia de confronto e exclusão na atualidade, «as Igrejas propõem uma outra gramática para a vida social e cultural: a gramática da escuta, do diálogo, da responsabilidade partilhada e do cuidado mútuo». O patriarca de Lisboa, referiu que a Carta Ecuménica «não é apenas um documento de diálogo intereclesial», mas também «um compromisso público das Igrejas com a humanidade concreta do nosso tempo». 

«Em Portugal, recebemos esta ‘Charta’ como um apelo à conversão ecuménica concreta: na oração comum, na ação social partilhada, na formação das novas gerações e no compromisso com uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. É neste horizonte que a CEP renova a  disponibilidade para caminhar com as outras Igrejas cristãs, convicta de que, juntos podemos servir melhor o bem comum».