Arquidiocese de Braga -
26 março 2026
Semana Santa de Braga reforça acessibilidade nas procissões da cidade
DM - Cristiana Barbosa
A Semana Santa de Braga volta a apostar na inclusão, com a criação de espaços reservados e melhores condições de acesso para pessoas com mobilidade reduzida nas principais procissões da cidade.
A iniciativa foi apresentada, ontem, no Tesouro-Museu da Sé de Braga, e resulta de um trabalho conjunto entre a Comissão da Semana Santa e várias entidades locais. A representante da Associação Portuguesa de Deficientes, Susana Ferreira, destacou que o projeto tem vindo a evoluir desde o ano passado, permitindo que mais pessoas «em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida possam assistir, de forma segura» às celebrações.
Este ano, a iniciativa é reforçada com novas soluções, incluindo uma plataforma elevada em alguns pontos, permitindo uma melhor visibilidade das procissões. Susana Ferreira recordou que, em 2025, já houve participantes que, pela primeira vez, conseguiram acompanhar os cortejos, o que considera «muito positivo», e defendeu que o caminho passa por tornar a Semana Santa «cada vez mais inclusiva».
Os espaços acessíveis estarão distribuídos por vários locais da cidade, nomeadamente, junto à Fonte do Dragão, na Rua Doutor Justino Cruz, e no Largo Paulo Orósio, garantindo sempre dois pontos de apoio em cada procissão, incluindo a da Burrinha, na quarta-feira, e as celebrações de Quinta e Sexta-feira Santa.
Também o presidente da Comissão da Semana Santa, cónego Avelino Amorim, reforçou o compromisso com a acessibilidade, admitindo que o contexto urbano coloca desafios, mas que tem havido um esforço contínuo para melhorar as condições. O responsável referiu que «temos procurado tornar, cada vez mais, a Semana Santa acessível», com a criação de «espaços apropriados» e acompanhados para acolher pessoas com mobilidade reduzida.
A programação mantém como eixo central as celebrações do período pascal, que se estendem desde o Domingo de Ramos até à Páscoa, a par de exposições e iniciativas culturais distribuídas pela cidade. O cónego Avelino destacou que este é «um dos grandes acontecimentos» de Braga, sublinhando o envolvimento da comunidade ao longo de várias semanas.
Para o responsável, este percurso, iniciado logo após a Quarta-feira de Cinzas, reflete a mobilização coletiva em torno da celebração, contribuindo para afirmar Braga como um dos principais destinos nacionais durante este período religioso e cultural.
A sessão contou, também, com a presença de Teotónio Andrade dos Santos, administrador executivo da TUB, e de Vítor Azevedo, diretor do Departamento de Proteção Civil de Braga.
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