Arquidiocese de Braga -
19 abril 2026
Livro de Marta Lobo revela essência e história pentassecular da procissão do Ecce Homo em Braga
DM - Francisco de Assis
No dia em que se assinalou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a monumental igreja da Misericórdia de Braga acolheu a apresentação do livro “Ruas de silêncio e penitência – A procissão do Ecce Homo da Misericórdia de Braga”, da autoria de Marta Lobo de Araújo. Uma obra densa e fundamental para se compreender a essência e a história pentassecular da Procissão do Ecce Homo em Braga.
A apresentação esteve a cargo do professor da Universidade do Minho, Francisco Mendes, que esteve acompanhado pela autora, Marta Lobo de Araújo; e do anfitrião Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga.
Na plateia estiveram responsáveis de diferentes instituições da cidade, bem como colegas, familiares e amigos da autora.
Marta Lobo recordou que o livro resultou de um desafio feito por Bernardo Reis, que só agora foi possível concretizar. «Acontece que eu desafiei-me a mim mesma e então resolvi fazer a história da procissão ao longo de quase 500 anos. Eu não tenho bem a certeza da data em que ela começou a ser realizada na Misericórdia de Braga, mas em 1548 ela já era efetivamente realizada. Portanto, se não tem 500 anos, deve estar a fazê-los muito proximamente». Revelou que o que fez foi analisar a procissão ao longo dos séculos. «Há um conjunto de permanências e muitas mudanças. Mudanças, sobretudo a partir do século XVIII, depois de finais do século XIX e muitas mesmo ao longo do século XX. Tem a ver também com a forma como a sociedade foi evoluindo», esclareceu.
Por sua vez, Bernardo Reis começou por elogiar o trabalho de investigação histórica de Marta Lobo. «Trata-se de um estudo sólido, rigoroso e profundamente fundamentado, que percorre séculos de história para nos oferecer uma visão abrangente da Procissão do Ecce Homo, uma das manifestações mais emblemáticas da religiosidade bracarense. Ao fazê-lo, a autora não se limita a descrever um ritual: interpreta-o, contextualiza-o e revela a sua evolução, evidenciando continuidade, ruturas e adaptações ao longo do tempo».
O provedor frisou ainda que a publicação do livro insere-se na missão cultural da Misericórdia de Braga, que tem vindo a afirmar-se como um espaço de conhecimento, da investigação e valorização do património.
Por sua vez, o apresentador, Francisco Mendes, fez um resumo da obra, abrindo o “apetite” para a sua leitura. Teceu rasgados elogios a Marta Lobo e ao livro em si, bem como a Bernardo Reis, que considera ser «uma dádiva» para Braga.
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