Arquidiocese de Braga -

27 abril 2026

Apelo à santidade cristã é um projeto de vida feliz que também faz os outros felizes

Fotografia DM

DM - Joaquim Martins Fernandes

O Bispo Auxiliar de Braga, D. Nélio Pereira Pita, apontou a Beata Alexandrina de Balasar como um modelo de santidade a que todos os cristãos são chamados, num projeto de vida marcado pela «humildade» e orientado para a felicidade. 

Falando na homilia que partilhou na Eucaristia evocativa do 22.º aniversário da Beatificação de Alexandrina, realizada este sábado, 25 de abril, D. Nélio sublinhou que a jovem de Balasar «acolheu o chamamento de Deus para viver uma vida santa», com a consciência de que «a santidade é um projeto de vida que exige gestos concretos».

«Quais são esses gestos? Que atitudes ela teve para ser considerada um exemplo de vida beata e, para muitos de nós, já é uma santa? Que comportamentos ela teve e nós também devemos ter para assumirmos esta força divina, a graça da santidade, para que essa energia que vem de Deus habite o nosso coração?», questionou o Bispo Auxiliar de Braga, para deixar claro que «somos todos, pelo batismo, chamados à santidade». 

«E a santidade não é uma vida infeliz, não é uma vida amargurada, mas é um projeto de vida feliz. Não uma felicidade como aquela que oferece o mundo, uma felicidade muitas vezes conquistada oprimindo os outros. É uma felicidade que vem de Deus, é uma felicidade serena, é uma felicidade que se alimenta e do bem-estar dos outros, é uma felicidade diferente», salientou o Bispo Auxiliar de Braga, apontando o caminho a percorrer para um projeto de vida santa.

«O primeiro passo –  passo fundamental –, sem o qual não é possível de facto viver uma vida santa, nem Alexandrina foi possível ser o que é, sem esse passo, é a vida de oração», disse D. Nélio, notando que «a vida de oração é um aspeto fundamental no processo de identificação com Jesus». Mas trata-se não de uma oração «feita de repetições, de fórmulas mágicas», mas antes de «uma oração que se alimenta da Palavra de Deus» e é capaz de «conformar a vida a partir daquilo que é a Palavra do Senhor».

Salientou D. Nélio que em causa está «um processo que dá trabalho, que leva tempo e que exige, por exemplo, silêncio e atenção», o que contrasta com «um mundo cheio de ruídos» como é aquele em que vivemos e que se carateriza por «uma atenção muito dispersa». É que  «estamos sujeitos a tantos estímulos, que «ser capaz de fazer silêncio, concentrar a atenção para rezar, para orar, não é fácil», num quotidiano em que «há sempre um telemóvel, há sempre uma preocupação que nos afasta de Deus» e que nos priva da «leitura do texto sagrado» e nos faz esquecer da Bíblia que temos casa.

Na reflexão que partilhou este sábado no Santuário Alexandrina de Balasar, o Bispo Auxiliar de Braga vincou também a necessidade de ligar a oração à vida de todos os dias, pois «oração, de diálogo com o Senhor, não nos deixa na mesma, porque o encontro com Jesus muda a nossa vida».