Arquidiocese de Braga -

19 julho 2026

D. José enaltece vitalidade e agradece testemunho das Irmãs de S. José de Cluny

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 DM - Jorge Oliveira

A comunidade de Braga da Congregação Missionária das Irmãs de São José de Cluny assinalou, ontem, o 75.º aniversário da beatificação da sua fundadora, a Beata Ana Maria Javouhey, numa celebração eucarística presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, e concelebrada pelo bispo auxiliar de Luanda, D. Fernando Francisco, e vários sacerdotes.

A celebração decorreu na capela da congregação e reuniu religiosas, amigos da comunidade e a superiora provincial em Portugal, a Irmã Maria de Fátima Machado. O programa terminou com um lanche-convívio, num momento de partilha entre os participantes.

Na mensagem às Irmãs de S. José de Cluny, D. José Cordeiro expressou gratidão pelo seu testemunho e pelo serviço que continuam a prestar nas áreas da educação, da pastoral, da saúde e da ação social, seguindo o exemplo da fundadora.

O Arcebispo recordou a forte presença da congregação em Portugal, em particular em Braga, e também em Angola, onde constitui a maior congregação feminina.

Em Braga, a congregação já teve formação, mas, devido à diminuição das vocações na Europa, a casa do noviciado foi transformada num lar. Apesar dessa realidade, D. José sublinhou que «o carisma está muito vivo».

«Celebrar as bodas de diamante da beatificação da fundadora, Ana Maria Javouhey, é para nós um momento inspirador, porque é ocasião para dar graças a Deus, que, ao longo da história, suscita homens e mulheres capazes de renovar a sociedade, enfrentar a complexidade de cada época e iluminá-la com a luz do Evangelho», afirmou.

A celebração foi também um momento de oração pela canonização da Beata Ana Maria Javouhey.

Na sua intervenção, D. José Cordeiro evocou também São José, ligado a Cluny, em França (onde a congregação surgiu), apontando-o como modelo de discrição, fidelidade e proteção.

A superiora provincial, a Irmã Maria de Fátima Machado, afirmou que a celebração jubilar representa uma oportunidade para renovar o compromisso missionário da congregação.

«O exemplo e o testemunho de Ana Maria Javouhey continuam a inspirar-nos», sublinhou.

A religiosa recordou que a fundadora foi pioneira da missão feminina em África, onde se dedicou à educação das crianças, ao cuidado dos doentes e ao combate pela abolição da escravatura.

Fiel ao lema da fundadora, «estar em toda a parte onde haja bem a fazer e sofrimento a aliviar», a Congregação das Irmãs de São José de Cluny está atualmente presente em 55 países dos cinco continentes, contando com cerca de 2300 religiosas.

Em Portugal, tem 114 irmãs distribuídas pelas comunidades de Braga, Fátima, Torres Novas, Lisboa, Coimbra, Anadia, Alcobaça, Madeira e Açores. A comunidade de Braga integra atualmente 29 religiosas e dedica-se, sobretudo, ao acolhimento e cuidado de irmãs idosas e doentes.

Segundo a superiora provincial, o crescimento vocacional tem sido gradual, contando a congregação atualmente com uma noviça e uma jovem religiosa que professará votos perpétuos em novembro, após concluir a preparação na casa-mãe, em Paris.

A responsável pela comunidade de Braga, a Irmã Cândida Rosas, qualificou este jubileu como «um ano de graça», lembrando que, até outubro, os fiéis podem obter a indulgência plenária concedida pelo Vaticano no âmbito deste ano jubilar.

Fundada em França, em 1807, por Ana Maria Javouhey, a Congregação Missionária das Irmãs de São José de Cluny chegou a Portugal em 1941, estabelecendo a sua primeira comunidade precisamente em Braga. Inspiradas pelo ideal da fundadora, as religiosas continuam a desenvolver a sua missão nas áreas da educação, da saúde e da ação social, procurando responder às necessidades das comunidades onde estão presentes.