Arquidiocese de Braga -

6 outubro 2026

Arciprestado de Braga reforça corresponsabilidade e apresenta programação pastoral para 2026/2027

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Encontro do Clero reuniu esta terça-feira, 6 de outubro, no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga, sacerdotes e responsáveis dos diferentes setores da pastoral.

O Clero do Arciprestado de Braga reuniu-se esta terça-feira, 6 de outubro, no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, para um encontro de oração, partilha e programação do novo ano pastoral. Depois da oração de Hora Intermédia, os trabalhos prosseguiram com a apresentação das equipas dos diferentes setores pastorais e das principais iniciativas previstas para 2026/2027.

Um dos sinais destacados no encontro foi o caminho de constituição das equipas arciprestais, procurando envolver representantes das diferentes zonas do Arciprestado e reforçar a participação dos leigos. O modelo que está a ser progressivamente adotado aponta para equipas coordenadas por leigos, com acompanhamento espiritual de um presbítero, numa lógica de maior corresponsabilidade pastoral.

Foram apresentadas propostas nas áreas da Liturgia e Sacramentos, Catequese, Pastoral Social e Mobilidade, Bens Patrimoniais, Cultura e Comunicação Social, Juventude, Laicado e Família e Vocações, Ministérios e Missões.

Entre as iniciativas já calendarizadas encontram-se a formação e recondução dos Ministros Extraordinários da Comunhão, a 12 de dezembro, na igreja de São Lázaro, este ano centrada na visita aos doentes, e uma manhã de formação sobre Música na Liturgia, marcada para 24 de abril. A equipa da Catequese anunciou, entre outras iniciativas, o Dia do Coordenador, a 18 de janeiro, uma Via Lucis em abril e o Dia do Catequista Arciprestal, a 11 de setembro.

A Pastoral Social e da Mobilidade pretende aprofundar o conhecimento e a articulação entre instituições, movimentos e estruturas que trabalham nesta área, começando por um encontro com os seus responsáveis a 25 de novembro. Já o setor dos Bens Patrimoniais, Cultura e Comunicação Social propôs um percurso de formação dedicado à comunicação das comunidades cristãs, à produção de conteúdos e utilização das redes sociais e à inteligência artificial, bem como a iniciativa “Igreja e Cidade – Quando a Igreja fala, o que é que Braga ouve?”, destinada a promover a escuta da cidade e o diálogo com diferentes setores da sociedade.

Também a Pastoral Familiar está a retomar a constituição da sua equipa arciprestal, procurando integrar casais das diferentes zonas, enquanto a área das Vocações pretende aproximar o Seminário dos adolescentes e jovens, nomeadamente através de iniciativas de portas abertas.

Forte participação no RENOVAR
O encontro serviu ainda para reforçar o convite à participação no RENOVAR – Levar todos a Jesus, que decorrerá nos dias 24 e 25 de outubro, no Fórum Braga, apelando-se a que cada paróquia faça representar-se por, pelo menos, duas pessoas.

À data da reunião, o RENOVAR contava já com cerca de 850 inscrições, sendo 277 participantes provenientes do Arciprestado de Braga, com 37 paróquias já representadas.   

A programação geral do Arciprestado para os próximos meses inclui ainda o encontro de sufrágio pelos sacerdotes falecidos, a 19 de novembro, a Assembleia Arquidiocesana, a 28 de novembro, em Fafe, o Encontro de Reis do Clero, em janeiro, a celebração da Missa Crismal, a peregrinação ao Sameiro e outros momentos de encontro, oração e convívio sacerdotal.

“É um caminho de sinodalidade”
Na intervenção final, o Arcebispo de Braga manifestou satisfação pelo reforço dos encontros plenários do Arciprestado e pela opção de constituir equipas com maior participação dos leigos, considerando-a um caminho que favorece a unidade e a corresponsabilidade.

Referindo-se às equipas coordenadas por leigos e acompanhadas pelos presbíteros, sublinhou tratar-se de “um caminho de sinodalidade” e de um exercício que importa prosseguir, alargando progressivamente a participação também aos diáconos, religiosos e religiosas.  

O Arcebispo deixou igualmente um apelo a uma pastoral capaz de discernir prioridades, recuperando a expressão “menos e melhor”, e insistiu que a corresponsabilidade não deve ser entendida simplesmente como delegação de tarefas, mas como partilha da missão confiada à Igreja. 

Sublinhou ainda que o presbitério não pode reduzir-se à soma de sacerdotes reunidos por razões organizativas e desejou que os arciprestados sejam, antes de tudo, lugares efetivos de fraternidade sacerdotal, onde seja possível partilhar também as dificuldades e canseiras do ministério.

A concluir, recordou que o que une a comunidade eclesial é o Evangelho e Cristo, salientando que a unidade e a comunhão não se demonstram apenas por palavras, mas sobretudo pelos gestos concretos com que se vive a missão comum.