Arquidiocese de Braga -

11 outubro 2026

Alexandrina repousa numa campa rasa, voltada para o sacrário

Fotografia DACS

 DM - Jorge Oliveira

Os restos mortais da Beata Alexandrina repousam agora na capela tumular do novo Santuário Eucarístico de Balasar, depois de terem permanecido cerca de 48 anos na igreja paroquial de Balasar.

A urna foi depositada numa campa rasa, situada lateralmente e voltada para o sacrário, em conformidade com a vontade expressa de Alexandrina, cuja vida foi marcada pelo amor à Eucaristia. 

Antes da colocação da laje que encerra o sepulcro destinado à veneração das relíquias da Beata, o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, lançou sobre a urna uma pequena porção de terra proveniente do lugar onde apareceu a Santa Cruz, em Balasar.

 

Alexandrina marcou a espiritualidade da Igreja

No final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, D. José Cordeiro descreveu Alexandrina como uma «mulher extraordinária», uma leiga da comunidade de Balasar cuja experiência espiritual marcou a história da mística da Igreja, pela centralidade da Eucaristia, pela devoção a Nossa Senhora e pela dedicação aos outros.

O prelado recordou que, ao longo da vida, a Beata recebeu numerosas pessoas que procuravam os seus conselhos, abordando questões simples e complexas, e referiu que a Beata Alexandrina é conhecida para além de Portugal, destacando a influência da sua espiritualidade e a forma como o seu testemunho continua a transformar a vida de muitas pessoas.

 

Uma porta aberta para todos

Com a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina todo o culto em sua honra passa a ser realizado na capela da novo igreja do Santuário Eucarístico.
D. José Cordeiro manifestou o desejo de que todos os que visitem o Santuário Eucarístico encontrem um espaço de acolhimento, oração e renovação espiritual, encontrando na vida e na santidade de Alexandrina uma inspiração para o seu próprio caminho.

«Para isso teremos aqui pessoas, algumas a tempo inteiro, para fazerem esse acolhimento, de modo a que todos se sintam reconfortados no corpo e no espírito», afirmou,

O prelado expressou ainda o desejo de que a beleza da nova igreja e o testemunho de Alexandrina contribuam para que os peregrinos regressem do seu quotidiano «mais humanos, mais fraternos, mais centrados no essencial da vida».

A nova igreja do Santuário, que é dedicada e inaugurada hoje à tarde, numa celebração presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrès Carrascosa Coso, tem capacidade para acolher cerca de 1800 pessoas sentadas.

 

As várias “moradas” de Alexandrina

Alexandrina Maria da Costa morreu a 13 de outubro de 1955 e foi inicialmente sepultada numa campa rasa no cemitério de Balasar. 
A 11 de outubro de 1957, o seu corpo foi exumado e trasladado para uma capela-jazigo construída para o efeito. 
Mais de duas décadas depois, em 1978, os seus restos mortais foram novamente trasladados, desta vez para a igreja paroquial de Balasar, onde permaneceram durante cerca de 48 anos, até à transferência, para o novo Santuário Eucarístico.