Arquidiocese de Braga -

24 fevereiro 2026

II Domingo da Quaresma | A

Fotografia

“Levantai-vos e não temais”

Celebrar em comunidade

Itinerário simbólico

Como elemento simbólico para o espaço litúrgico, sugere-se que, diante do Altar ou num local visível para a assembleia, junto ao vaso com terra, sejam colocadas pedras, como sinal de quem liberta o coração do que impede o crescimento.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada] Eu Vos procuro, Senhor – F. Santos

[Preparação Penitencial] Tende compaixão de nós, Senhor – Az. Oliveira

[Apresentação dos dons] Silêncio

[Comunhão] Este é o Meu Filho muito amado – M. Carneiro

[Final] Vamos todos guiados pela esperança – F. Silva

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações do Domingo II da Quaresma

[Prefácio] Prefácio “As tentações do Senhor”

[Oração Eucarística] Oração Eucarística II 

[Bênção] Oração solene para a Quaresma

 

Ministérios Litúrgicos

O ministério do MEC é um dos que mais exprime a “Igreja em saída”. O MEC exerce o seu ministério no espaço da igreja durante a celebração, ajudando a distribuir a Comunhão, mas ele prolonga-se fora do espaço físico do templo, levando o Corpo de Cristo aos doentes. Ele é um filho de Abraão que recebeu a vocação de sair da sua terra e peregrinar para a terra que lhe foi indicada tornando-se uma bênção para todos os povos.

 

Procissão de entrada

Na procissão de entrada, depois da Cruz processional, um acólito levará as pedras. Este símbolo é colocado diante do Altar ou num sítio bem visível, junto do vaso com terra.

 

Evangelho para todos

A Quaresma surpreende-nos: consideramo-la um tempo penitencial, de sacrifícios, de renúncia, e no seu segundo domingo espanta-nos com um Evangelho repleto de sol e de luz, que infunde energia, dá asas à nossa esperança. Jesus toma consigo três discípulos e sobe a um alto monte. Os montes são como indicadores do mistério e da profundidade do cosmos, dizem que a vida é uma ascensão para mais luz, mais céu. E ali se transfigurou à frente deles, o seu rosto brilhou como o sol e as vestes como a luz.

A exclamação pasmada de Pedro – que belo é estarmos aqui, não nos vamos embora – é própria de quem pôde espreitar por um instante o Mistério de Jesus, o Reino de Deus em pessoa. Cristo veio e fez resplandecer a vida. Não só a face e as vestes, não só os discípulos ou os nossos sonhos, mas a vida, aqui, agora, a vida de todos. Nós, que somos uma gota de luz, que podemos fazer para dar estrada à luz? A resposta é oferecida pela voz: “este é o meu Filho, escutai-o”. O primeiro passo para se ser contagiado pela beleza de Deus é a escuta, dar tempo e coração ao seu Evangelho.

Aquela visão no cimo do monte deverá permanecer viva e pronta no coração dos apóstolos. Jesus, com o rosto de sol, é uma imagem a conservar e a guardar na viagem para Jerusalém, viagem duríssima e inquietante, como sinal de esperança e de confiança. Deve guardar-se para o dia mais escuro, quando o seu rosto for atingido, desfigurado, ultrajado. No auge da prova, há uma ligação entre o rosto que no monte jorra luz e que na última noite, no monte das Oliveiras, destilará sangue. Mas também agora, recordemos: por fim ver-se-á a luz. “Na cruz já respira, nua, a ressurreição”.

 

Oração Universal

V/Irmãs e irmãos: neste tempo santo da Quaresma, Cristo anuncia a vitória da vida sobre a morte. Peçamos a Deus que nos faça escutar a sua voz, dizendo, com fé:

R/Salvai, Senhor, o vosso povo.

  1. Para que o Papa Leão XIV, os bispos e os sacerdotes a ele unidos recebam a graça de sofrer pelo Evangelho e ponham a confiança em Deus, como Abraão, oremos.

  2. Para que os governos das nações defendam os cidadãos e os seus direitos, e tudo façam pelos mais pobres e esquecidos, oremos.

  3. Para que os doentes e todos os que sofrem vivam unidos à cruz do nosso Salvador e, um dia, cheguem à contemplação da sua glória, oremos.

  4. Para que os fiéis que se reúnem ao domingo deem testemunho de Jesus Cristo, luz do mundo, aos que lhes pedem a razão da sua esperança, oremos.

  5. Para que esta assembleia de cristãos, à medida que comunga o Pão do Céu, se transfigure como Jesus no monte santo, oremos.

V/ Senhor, que no monte da transfiguração nos mandastes escutar o vosso Filho, atendei a oração que o seu Espírito fez nascer nesta santa assembleia pela Igreja, pelo mundo e por nós mesmos. Por Cristo, nosso Senhor.

R/ Ámen. 

 

Apresentação dos dons

Depois da oração universal e antes de começar a preparação do Altar, todos se sentam e os membros da equipa de acolhimento apresentam à assembleia o símbolo da pá ou da enxada pequena. Entretanto, um acólito lê o texto da apresentação do símbolo:

Trazemos estas pedras, símbolos do peso que carregamos. Ao colocá-las no Altar, queremos entregar ao Senhor tudo aquilo que nos impede de amar e viver plenamente, confiando que Ele nos libertará desses obstáculos com a Sua graça, fazendo de nós solo fértil, onde possamos cultivar juntos a esperança.

Terminada a leitura dessa breve admonição, os membros da equipa de acolhimento voltam a colocar o símbolo no mesmo local e segue-se a preparação do Altar pelo diácono ou pelo sacerdote, com a ajuda dos acólitos, enquanto se faz a recolha das ofertas. Sugere-se que, ao longo de todo o tempo da Quaresma, se faça silêncio no momento da apresentação dos dons.

 

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

A Eucaristia é o Mistério da Fé. Por isso, quando são representadas as virtudes teologais – Fé, Esperança e Caridade –, a Fé é representada segurando uma custódia com a Eucaristia. Abraão é o nosso pai na fé, porque acreditou na promessa de Deus e partiu sem saber para onde ia nem como é que Deus cumpriria a sua promessa. A sua segurança estava apenas na Palavra de Deus. No final da Transfiguração no monte Tabor, os discípulos também apenas viam Jesus na sua humanidade onde se escondia a divindade resplandecente. A nossa experiência de fé é chamada a reviver a de Abraão; deixando qualquer certeza empírica, somos chamados a pôr a nossa confiança na Palavra de Deus que faz do pão o Corpo transfigurado de seu Filho.

 

 

Sair em missão

 

Oração

Senhor, 

mostra-nos as pedras 

que bloqueiam o nosso amor e a nossa fé. 

Dá-nos coragem para retirar

medos, ressentimentos e apegos 

que impedem a Tua vida 

de crescer em nós.

 

Missão da Semana

Reconhecer os medos, ressentimentos e apegos que impedem que a nossa relação pessoal com Cristo floresça.