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Anthony Nascimento | Braga| 6 Fev 2020
O namoro da justiça
Anthony Nascimento, administrador Centro Espírito Santo e Missão (CESM) – família espiritana
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Fevereiro não escapa aos dias mundiais sobre as mais diversas temáticas com mais ou menos relevância e mais ou menos interesse e um deles salta particularmente à vista. Talvez por ser o mais celebrado ou o mais contestado ou em alguns casos até o mais odiado, o dia dos namorados tem a seu favor a fama e a celebridade.

As montras enchem-se das mais variadas expressões artísticas acerca do amor. O dia 14 é um dia que pretende ser belo e único, um pedaço de céu claro no meio das turbulências sentimentais do ano. Uns verão nessa metáfora aérea uma falta de positividade e outros ainda o presságio de uma aterragem difícil. Porém, a maior parte considerará esse dia aproximativamente qualquer, especial mas não assim tão especial.

No final das contas, falou-se em namorados do São Valentim, pôde-se imaginar os corações vermelhos a decorar as lojas dos centros comerciais… mas a justiça social?

Não, a problemática da justiça social não cai aqui de para-quedas. Primeiro, porque optar por comparações do foro aeronáutico fica sempre bem em artigos de opinião. Segundo, porque o dia mundial da justiça social também é em fevereiro e mais precisamente no dia 20, por iniciativa das Nações Unidas em 2007, tendo estreado “oficialmente” em 2009. Terceiro... por uma questão de amor. Pois, pode parecer despropositado e deslocado, mas será assim tão claro se é o dia 14 ou o dia 20 que anseia mais por amor?

Ao falarmos de justiça social, apercebemo-nos rapidamente que o conceito não é assim tão óbvio, e que os seus contornos variam bastante de uma cidade para outra, de um país para outro, de um continente para outro. Aliás, é muitas vezes considerada uma matéria para peritos, quando pela sua natureza, devia ser algo verdadeiramente universal. Cada ser humano merece o respeito da sua dignidade e dos seus direitos, respeito próprio a favorecer o vivre ensemble e a felicidade da sociedade.

Neste novo ano, muitos milhões são os que ainda estão a espera do cartão de embarque para a justiça social, por mais estudos que se façam, por mais livros que se escrevam e por mais discursos que se exponham, onde há falta de justiça social, há simplesmente falta de amor... amor precisa-se.

O sinal desta necessidade, é o testemunho de vida de Jesus, da própria ação e forma de ação de Cristo na sociedade, testemunho que sustenta a Doutrina Social da Igreja. Sim, atrás desta denominação pesada de “Doutrina Social da Igreja”, está a simples – mas tão poderosa – expressão do amor ao próximo, do amor de Deus... não tenhamos medo das palavras...

Só o amor é que pode fazer com que a justiça social seja uma realidade visível para todos, porque só o amor permite a empatia, a compreensão, o desprendimento, a gratidão, a entrega... e alguém demonstrou-o da forma mais absoluta com um abraço numa cruz...

A esse quadro, opõe-se a utopia, o pragmatismo, a “realpolitik”...

Não surpreende, o amor à humanidade é bem mais árduo que o amor interessado.

Eis assim para o mundo um desafio do seu tamanho: o namoro da justiça...

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 06 de fevereiro de 2020.

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