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5 Dez 2016
Vitalidade depois de um centenário
Prefácio para livro sobre Celorico de Basto.
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A vida eclesial cresce ao ritmo das exigências pastorais. Solicitações de tipo espiritual ou administrativo interpelam e interpelaram, ao longo dos séculos, a criatividade da Igreja. Com a graça de Deus, ela procurou sempre, a cada momento, as respostas que considerava mais adequadas.

Com esta edição, pretende-se recordar a criação do arciprestado de Celorico de Basto. Este é um claro exemplo do dinamismo eclesial. Sabemos que nem sempre os limites eclesiásticos coincidem com os do civil. Mas todos reconhecemos, ao mesmo tempo, as enormes vantagens de um trabalho que alie a plena autonomia à inteligente colaboração entre as instituições civis e eclesiais. Em primeiro lugar está sempre o Povo de Deus, a quem todos servimos para um desenvolvimento humano integral.

Esta efeméride pode trazer algumas interpelações para a actualidade do arciprestado de Celorico de Basto. Em primeiro lugar, deve ser um apelo à unidade do arciprestado e, consequentemente, das paróquias que o compõem. Elas são o coração do arciprestado, crescem segundo ritmos e dinamismos próprios e respeitam a sua identidade quando se integram num ritmo arciprestal. Se quisermos ser mais correctos, o arciprestado não é uma mera unidade administrativa das paróquias. A Igreja considera-o como uma estrutura intermédia entre as paróquias e a Arquidiocese para favorecer a comunhão entre todos. Da Arquidiocese imanam orientações pastorais que devem ser discernidas localmente e concretizadas responsavelmente por cada comunidade. Este sentido de comunhão adulta dá personalidade ao dinamismo do arciprestado. Outrora talvez houvesse uma preocupação burocrática. Hoje, felizmente, superamos este paradigma e reflectimos em termos de comunhão.

A celebração do centenário deve levar-nos a reconhecer a importância do arciprestado na vida da Igreja. O futuro da Igreja depende, em boa parte, do papel que este organismo desempenhar na vida das comunidades cristãs. Outrora a pastoral circunscrevia-se ao território paroquial. Hoje, com a facilidade de comunicações, o arciprestado desempenha o papel de catalisador ou promotor, sem que isso signifique a supressão da autonomia das paróquias. Estamos diante de um nova paradigma. Importa discernir os seus contornos e as novidades que o Espírito poderá provocar. O novo dará consistência ao antigo e conseguirá ser presença visível da verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo.

 

Descarregue abaixo o PDF do prefácio

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