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17 Jul 2016
A Igreja do Pópulo e a Paróquia de Santa Maria Maior e Sé Primaz
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O Santo Padre, o Papa Francisco, tem vindo, ao longo do seu pontificado, a incentivar a Igreja Universal a redescobrir a alegria da sua identidade cristã, bem como a um genuíno espírito fraterno inspirado no Evangelho. Afirmou ainda recentemente que “não se pode fazer comunidade sem proximidade”. Os cristãos devem aproximar-se e estender a mão àqueles a quem a sociedade exclui e, ao mesmo tempo, devem criar relações fraternas entre si. Sem hospitalidade e proximidade somos ilustres desconhecidos que, ocasionalmente, ocupam o mesmo espaço.

Neste sentido, o clero de Braga tem reflectido profundamente sobre a pastoral na cidade. Estão persuadidos, e eu também, que é necessário caminhar para um modelo de “comunidade de comunidades”, ou seja, comunidades próximas das pessoas e orientadas para a missão.

Como sabemos, a cidade e a Igreja de Braga tem atravessado um processo de profunda transformação ao longo dos últimos anos. A cidade tem crescido, milhares de jovens e investigadores frequentam a Universidade do Minho e a Universidade Católica, o turismo religioso cresceu e o êxodo das aldeias tem-nos colocado novos desafios ao nível da pastoral urbana.

É neste contexto que, já desde os anos 70, o cabido primacial e a paróquia de Santa Maria Maior e Sé Primaz têm reflectido sobre a comunidade cristã dessa paróquia. Sentiram a necessidade de equacionar um novo espaço onde fosse possível, de facto, edificar uma “comunidade de proximidade” atenta à cidade. A Sé de Braga, em virtude das crescentes solicitações e compromissos, não se tem revelado o lugar com maior potencial para esta missão. Esta situação ganhou particular relevo quando se formou a Unidade Pastoral constituída pelas paróquias de Sta. Maria Maior e Sé Primaz, S. Tiago da Cividade e S. João do Souto, confiadas a um único pároco com uma equipa sacerdotal a trabalhar em permanente articulação.

A oração individual e colectiva, assim como a celebração dos sacramentos exigem recolhimento, espírito de fé, silêncio e clima familiar. E o mesmo se diga da vida paroquial: exige sentido de pertença, espaços de reunião em verdadeira família crente, espírito de comunhão, de afinidade, de cumplicidade e também de recolhimento.

Tendo em conta tudo isto, e a necessidade de a paróquia se encontrar, como família, com condições para celebrar a fé, em clima de recolhimento e verdadeira espiritualidade:

- determino que a Igreja do Pópulo seja assumida como Igreja “quase-paroquial” da Sé, podendo aí ser celebrados os sacramentos que, até agora, se celebravam na Catedral. 

A criação desta nova sede paroquial, não invalidando a fruição da primeira – mormente no que concerne à administração do sacramento do baptismo –, certamente possibilitará um melhor funcionamento da paróquia, uma consistente formação e catequese pela proximidade com o Patronato da Sé, uma melhor vivência dos sacramentos e uma melhoria na identidade e dinâmica paroquiais. 

Assim o esperamos; assim o desejamos; assim Deus o permita!

 


Braga, 17 de Julho de 2016

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