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DACS | 5 Mar 2020
Cáritas pede “resposta humana” na fronteira entre Grécia e Turquia
Cáritas apela a uma “Europa unida na dignidade e humanidade para aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis”.
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  © HOSAM SALEM/AL JAZEERA

A Cáritas considera “urgente” haver uma “resposta humana” à situação na fronteira entre a Grécia e a Turquia, apelando a uma “Europa unida na dignidade e humanidade para aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis”.

Dezenas de milhar de refugiados já abandonaram o território turco desde o final de Fevereiro, depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter declarado os “portões abertos” e ter incentivado a sua ida para a Europa. A decisão foi o consumar de uma ameaça já antiga e interpretada como uma retaliação pela falta de apoio europeu às operações militares turcas na província de Idlib, na Síria.

A fronteira grega, no entanto, tem-se mantido fechada, tendo as autoridades gregas usado a força contra os refugiados que tentavam chegar ao país tanto por água, onde recebem ameaças de afundamento e disparos, como por terra, onde é disparado gás lacrimogéneo.

Esta quinta-feira, o ministro da Imigração grego disse que todos os que conseguiram entrar ilegalmente no país desde 1 de Março serão deportados para o seu país de origem, que não serão aceites mais pedidos de asilo e que as pessoas que tenham entrado na Grécia antes de 1 de Janeiro de 2019 e que actualmente estejam nas ilhas gregas serão transferidas para o continente nos próximos dias.

Para a Cáritas, “o foco exclusivamente no controlo de fronteiras resulta na criminalização das pessoas em movimento e alimenta o pânico irracional” pelo que a União Europeia e os estados-membros devem “apresentar um plano colectivo forte” para que seja prestada ajuda humanitária “a milhares de pessoas, incluindo famílias, mulheres e crianças, que fugiram de guerras, perseguições e fome”.

“Não podemos aceitar que crianças morram quando tentam alcançar a segurança da UE. E não podemos assistir passivamente quando a nossa guarda-costeira ataca e empurra os migrantes a bordo de um bote em dificuldades, tentando chegar a terra firme, como aconteceu na Grécia nesta semana. Nas palavras do Papa Francisco, devemos confrontar a «globalização da indiferença». A Europa deve assumir as suas responsabilidades e valores fundamentais”, afirma a instituição.

A Cáritas pede que a Europa demonstre solidariedade com a Grécia e os requerentes de asilo, que devem ser realocados “com urgência” para aliviar uma “situação desumana” em que 40 mil migrantes estão instalados em campos oficiais nas ilhas gregas, campos esses “projectados para acomodar apenas 6.000 pessoas”.

Na nota de imprensa, a Cáritas afirma ainda que o acordo entre a União Europeia e a Turquia “nunca foi” uma medida sustentável para responder à questão dos refugiados que querem entrar na Europa.

A União Europeia e a Turquia assinaram em 2016 um acordo no qual, em troca de seis mil milhões de euros, a Turquia se comprometeu a encerrar as fronteiras com a Europa e a alojar no seu território milhões de refugiados.

 

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