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“Levantar-se e semear esperança”
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D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga | 16 Mai 2004
Homilia do Dia Diocesano da Família
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A Família merece uma atenção particular Estamos, ainda, em pleno tempo pascal. Continuamos a saborear e vivenciar a presença do Ressuscitado que acontece como resultado dum empenho em acolher a Sua Palavra. «Quem me ama guardará a minha palavra… Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada». (1.ª Leitura) Santuário por excelência é a família onde a paz de Jesus Cristo faz com que o coração não viva perturbado. As razões poderão ser muitas mas com Ele a vida transforma-se em «cidade santa» onde resplandece a concórdia e o amor qual «pedra preciosíssima» e de valor incalculável. (2.ª Leitura) Sabemos que a respeito da doutrina sobre a família muitos nos querem «inquietar» perturbando as nossas almas com palavras desorientadoras. Temos, porém, um projecto que o Espírito Santo nos vai impondo e sugerindo. Não fugimos aos problemas só que não aceitamos a agitação que nos querem impor. Possuidora deste projecto familiar, como vocação assumida no dia da celebração do Sacramento, temos uma missão muito concreta dominada por duas vertentes. Por um lado, a família tem de acolher com alegria o ser «objecto» duma evangelização onde os lares, que pretendem ser cristãos, procuram sedimentar alicerces doutrinais e espirituais que permitam aguentar e suportar todas as intempéries. Os casais cristãos não se contentam com qualquer esquema de vida familiar nem se deixam ultrapassar por questões que a modernidade lhe coloca. Orgulham-se de estar na vanguarda dum itinerário de vida que, não coincidindo com outras alternativas, proporciona a felicidade que estas não possuem. Se é fundamental que as famílias procurem este alimento, torna-se imprescindível que as mesmas se tornem «sujeitos» duma acção pastoral que, sendo antecedida por uma experiência forte, motiva e congrega. Trata-se de uma corresponsabilidade eclesial onde ninguém é capaz de substituir os casais. É para criar e consolidar esta pastoral familiar que, anualmente, celebramos este Dia Diocesano da Família esperando que as paróquias e arciprestados organizem «Dias da Família» noutros momentos e circunstâncias. A celebração destes dias tem como finalidade imediata dar consistência ao Departamento e às Equipas Arciprestais da Pastoral Familiar. Onde for possível também a paróquia deveria dispor duma Equipa que interpretasse um conjunto de iniciativas. Estas estruturas não valem por si. São essenciais se se tornarem um sinal do amor que a Diocese ou Paróquia dedica à Instituição Familiar. Não ignoramos as dificuldades com que se debatem as famílias de hoje. Procedem dum conteúdo cultural diferente, concentram-se no interior da mesma realidade familiar, expressam-se em interrogações e perplexidades de âmbito social e apresentam-se em dramas e situações complexas que hoje dominam as mentes e a sociedade. Nesta consciência, a Igreja e a Diocese não podem furtar-se à responsabilidade de propor a vocação matrimonial e de realizar uma permanente acção de acompanhamento na preparação e no quotidiano da realidade familiar. Toca aos sacerdotes e bispos um papel importantíssimo a que os movimentos familiares devem dar uma colaboração de maior proximidade. Preocupados com o aprofundamento e vivência da vocação matrimonial não podemos deixar de lado situações difíceis que conhecemos e existem nas nossas comunidades. Nada nos é estranho e a todos teremos de dar uma resposta de esperança. Poderemos não concordar com determinadas opções. Devemos reflecti-las e verificar o acolhimento que lhe podemos oferecer. Há divorciados recasados, famílias monoparentais e famílias com filhos deficientes que reclamam uma atenção pastoral e humana que não podemos deixar de lhes oferecer. «Dar à família cristã actual, muitas vezes tentada por desânimos e angustiada por crescentes dificuldades, razões de confiança em si mesma, nas próprias riquezas que lhe vêm da natureza e da graça, e na missão que Deus lhe confiou» (F. C.). Convido os casais cristãos a associarem-se, solicito aos movimentos associativos da família um renovado ardor e empenho. Importa que o esplendor da família resplandeça e que o mundo moderno possa ver alternativas válidas. Esperam-nos três anos de empenhamento particular da Diocese num Programa Pastoral sobre a família, depois do Ano Vocacional (2004-05). Vamos preparar e discernir ideias e compromissos. O terreno tem de ser cuidado. Vejamos o mundo da família. Só em conjunto – Equipas e Movimentos – elaboraremos um Plano que comprometa a todos. A Família merece a nossa dedicação. Dia Diocesano da Família, Sameiro, 16-05-04 + Jorge Ortiga, A. P.
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