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DACS/relatório | 3 Fev 2023
Alargando a tenda: um contributo europeu
O encontro internacional sobre a sinodalidade europeia, que teve lugar na Luxembourg School of Religion & Society, reuniu 47 teólogos e agentes de pastoral de toda a Europa para uma reflexão conjunta.
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  © ecclesialab.org

“A sinodalidade, abraçada com fé e paciência, tem o potencial de deixar o Espírito Santo iluminar o Povo de Deus a respeito das novas estruturas e mentalidades que esta missão exige.” Este é um dos trechos do relatório fruto do Encontro Internacional sobre a sinodalidade europeia, que teve lugar na Luxembourg School of Religion & Society, de 15 a 17 de janeiro de 2023.

Estiveram reunidos 47 teólogos e agentes de pastoral de toda a Europa para uma reflexão de dois dias em torno da sinodalidade. A iniciativa foi da EcclesiaLab (um centro de investigação sobre inovação eclesial da faculdade de teologia da UCLouvain), a Logia (organização belga) e da Luxembourg School of Religion and Society.

O objetivo dos organizadores era “era pôr em comum perspetivas e experiências sobre a sinodalidade utilizando a metodologia da conversação espiritual.”

O objetivo do encontro refletiu sobre o Documento para a Etapa Continental (“Alarga o Espaço da Tua Tenda [Is 54,2]”) já com vista à assembleia eclesial europeia que decorre em Praga, neste mês de fevereiro. “Refletir sobre o primeiro como um contributo para o segundo, reunindo a sabedoria recolhida em mais de 50 processos sinodais nas dioceses e nações da Igreja Católica Romana na Europa nos últimos dez anos”, diz o relatório.

Dois fatores determinantes no contexto do sínodo sobre a sinodalidade estavam em destaque no encontro: “o primeiro é uma consciência de que a rápida mudança social e cultural exige que, como tantas vezes na história da Igreja, o eterno novo vinho de Jesus Cristo chame odres novos para que o Evangelho seja proclamado no nosso tempo e lugar. Os que seguem Cristo são chamados a decifrar a presença e a ação de Deus no mundo em realidades de fé, esperança e amor, e a missão da Igreja é de ajudar as pessoas a fazer o mesmo. A sinodalidade, abraçada com fé e paciência, tem o potencial de deixar o Espírito Santo iluminar o Povo de Deus a respeito das novas estruturas e mentalidades que esta missão exige. O segundo é uma consciência da disfunção e do fracasso institucional em muitas dimensões que exige uma abertura humilde à conversão e à mudança”.

Para refletir e discernir sobre este pontos, os 47 participantes de toda a Europa “encontraram-se numa atmosfera orante e fraterna – entre irmãs e irmãos –, como iguais, e com uma abertura à experiência e reflexão uns dos outros”.

O protagonismo e a voz dada às comunidades pelo processo sinodal permitiu, segundo eles, que “muitos tivessem uma experiência direta de uma Igreja mais fraterna, diversificada e colaborativa, mais missionária e mais comprometida com as necessidades e os sonhos da nossa era”.

Outro ponto de relevância do relatório são as chamadas “boas práticas” como as reuniões presenciais, “celebrar a diversidade e estar disponível para ouvir vozes externas ou desafiadoras; atravessar na confiança as nossas tensões e discordâncias sem procurar resolvê-las, mas permitindo que nos ajudem a crescer (fazê-las frutificar para nos fazer crescer)”.

“Os processos sinodais são por vezes reduzidos a um foco em questões estruturais e funcionais, com pouca oração e pouca abertura ao que o Espírito possa estar a suscitar. Em contrapartida, existe também o risco de os processos sinodais não se traduzirem em mudanças estruturais onde estas são necessárias”, cita o relatório ao falar das dificuldades.

Para o grupo, “igualmente dificultador é o derrotismo e o ceticismo, frequentemente enraizados no medo da mudança, no apego a certos hábitos, no desejo de se refugiar no passado e no medo das pessoas de fora”.

Entre as recomendações propostas, o relatório sugere que “haja um foco no desenvolvimento de plataformas de encontro: espaços sinodais onde as experiências das pessoas sejam levadas a sério e que permitam a escuta mútua e o crescer juntos em comunhão”. Para isso é preciso a “introdução de hábitos sinodais a todos os níveis da Igreja Católica Romana: paróquia, diocese, conferência episcopal, região, etc”.“Finalmente, é vital que as pessoas vejam que os processos sinodais conduzem a mudanças concretas e que podem, por isso, ser confiados”, dizem os os teólogos, que na conclusão do encontro afirmam: “Saímos do encontro consolados pelo espírito sinodal de uma Igreja ‘a caminho’ que experienciamos nestes dias e com o compromisso renovado de ajudar a concretizá-lo. Confiamos que estas breves reflexões e intuições contribuam para o trabalho vital em Praga e para a fecundidade do sínodo sobre a sinodalidade.”

Participaram representantes da Alemanha, Reino Unido, França, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Líbano, Malta, Polónia, Portugal, Áustria, República Checa, Países Baixos, Itália, Vaticano e Suíça.

Na comissão de redação estavam Austen Ivereigh, Philippe Berrached, Alphonse Borras, Arnaud Join-Lambert, Jos Moons, Björn Szymanowski.

Estavam na comissão organizadora do encontro Aldegonde Brenninkmeijer, Jean Ehret, Hans Geybels, Arnaud Join-Lambert e Jos Moons.

O texto completo está disponível para download.

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