Arquidiocese de Braga -

5 agosto 2005

Um testemunho e um esclarecimento – em defesa do Pe. Marcelino Lopes da Silva

Default Image
Fotografia
\nNOTA DA SECRETARIA ARQUIEPISCOPAL Um testemunho e um esclarecimento – em defesa do Pe. Marcelino Lopes da Silva Na vida quotidiana da Diocese, o Movimento Eclesiástico situa-se numa determinação habitual e é resultado de um estudo pormenorizado das situações, sempre de harmonia com a legislação eclesiástica que aconselha uma mobilidade dos sacerdotes. Tudo acontece com muito diálogo, procurando o melhor para as comunidades e para os sacerdotes. Por vezes, acontece que determinados meios de comunicação, num estilo que lhes é tão peculiar como hostil à Igreja, colocam-se a efectuar interpretações, totalmente deturpadas das realidades. Nem sempre ressalta nestas motivações o interesse pela verdade a comunicar mas sim o interesse de pequenos grupos e a intenção premeditada de humilhar a Igreja e os sacerdotes. Vem tudo isto a propósito duma interpretação totalmente errada da mudança do Pe. Marcelino Lopes da Silva das comunidades que serviu durante 11 anos no arciprestado de Barcelos para trabalhar numa comunidade de portugueses em Paris. Esta movimentação permitirá continuar os seus estudos e é recompensa pela fidelidade escrupulosa com que serviu as comunidades que agora deixa. Lamentavelmente, não faltam jornais e jornalistas que preferem ignorar e mesmo ocultar ou distorcer tantas coisas positivas que as comunidades cristãs realizam, promovendo a cultura, o bem-estar e a paz social, para se dedicarem a exaltar aspectos ou comportamentos marginais, às vezes publicitando factos sem o devido fundamento, caluniando e até insultando. Seria bom que as autoridades tivessem em consideração estes comportamentos. O tempo da perseguição à Igreja já passou ou deveria ter passado. Se não acreditam, em nome da liberdade, respeitem o pensar e o agir diferente. É a ética jornalística que o exige. Sejam-me permitidas três observações finais: 1. Foi o Pe. Marcelino quem, no ano passado, depois de 10 anos de trabalho nas comunidades e concluídas com mérito as obras na Igreja de Sta. Eulália de Rio Covo, solicitou a saída. Tendo presente as exigências peculiares das Visitas Pastorais foi-lhe pedido, insistentemente, para continuar mais um ano. Testemunhou espírito de serviço à Igreja e de sacrifício no cumprimento da sua missão. 2. Sempre que algum jornalista pretende abordar um assunto deve certificar-se da veracidade dos acontecimentos. O Arcebispo de Braga e a Arquidiocese têm muito prazer em prestar todas as informações, desde que a sua agenda o permita. Só assim os leitores não serão defraudados ou manipulados pelo subjectivismo dos jornalistas ou de algumas pessoas. A verdade deve ser procurada ouvindo todas as partes. 3. Sem entrar em informações que não nos foram solicitadas, aproveito para afirmar que a Arquidiocese de Braga assumiu, durante o tempo que lhe for possível, com a Arquidiocese de Paris o encargo pastoral da comunidade de língua portuguesa. Queremos continuar a respeitar este acordo, conscientes de que este serviço pastoral permite a prossecução dos estudos na Universidade de Paris, o que prestigia o sacerdote e enriquece o presbitério. Pe. Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, Vice-Chanceler