Arquidiocese de Braga -
16 fevereiro 2008
O Conselho Diocesano de Pastoral como Dom e Compromisso
Fotografia
D. Jorge Ortiga
\nO Conselho Diocesano de Pastoral é, para mim, um verdadeiro “dom” não como algo imposto pelas orientações da Igreja como fundamentalmente estruturante do modo como interpreto a minha missão. Sem unidade – convergência de diversos modos de análise e vida – não sei viver. Por outro lado, a minha alegria de Bispo está aqui, assim como o maior sofrimento está na sua ausência.
Sendo um dom para o Arcebispo deve tornar-se um compromisso para a Arquidiocese.
- Compromisso de “ler” a realidade eclesial com verdade, sem complexos, medos, vontade de ocultar.
- Compromisso de “ler” o mundo que nos rodeia, assumindo-o como diferente doutras épocas, que não julgamos nem condenamos mas que acolhemos para nos questionarmos sobre o modo e linguagem adequada que devemos propor. Não podemos iludir-nos. Os tempos são outros e a mudança cultural não pode aterrorizar-nos mas deve corresponsabilizar-nos em respostas pastorais novas.
- Compromisso de discernir estas propostas pastorais suscitando uma mudança de mentalidades para que a organização eclesiástica se adapte, sempre na fidelidade à Igreja, ao novo ritmo da história.
Perante a mudança da sociedade não vamos viver do saudosismo. Pretende-se envolver toda a comunidade diocesana neste ritmo de mudança. Sabemos que alguns membros estão adormecidos; teremos de os acordar. Não ignoramos que outros se instalaram, urge colocá-los em movimento. Temos consciência de muitos empenhados nesta Igreja para hoje, a cada um teremos de dar alento e força para que continuem a remar, talvez indo contra-corrente.
Temos, como trabalho para este Conselho, a grata responsabilidade de discernir os caminhos que a Igreja Diocesana irá percorrer nos próximos anos. Nunca abandonaremos a família. Continuamos comprometidos em fazer com que seja Boa Nova para o séc. XXI. Damos um passo em frente e pretendemos colocar a Palavra no centro da vida das pessoas, das famílias e das Comunidades. Ela e só Ela é a Boa Nova que temos para oferecer a este mundo que amamos mas onde a indiferença cresce e o indiferentismo se impõe.
Os nossos trabalhos acontecerão como reflexão pessoal e, sobretudo, numa atitude de escuta para intuir o que o Espírito diz à Igreja de Braga para esta hora. O próprio Espírito nos acompanhará nos trabalhos.
Quero dar graças a Deus por quanto as comunidades paroquiais apostaram na pastoral familiar. Rogo-lhes que continuem empenhadas neste sector e que encontrem algo de concreto que permaneça como resultado deste triénio. Há conclusões a tirar. Rezemos para que ninguém se coloque de lado ou se contente com o tradicional modo de agir. Fazemos muito, mas podemos realizar muito mais e sobretudo melhor. Isto acontecerá quando todos participarem com as suas ideias e sugestões nos espaços que dispomos para isso, a começar pelas palestras e a terminar nas variadas actividades de Formação Permanente. Não é com assistentes amorfos que se revitaliza a Igreja. Cada um tem uma responsabilidade insubstituível e a unidade nunca pode ficar nas boas intenções de alguns.
Que o Amor de Deus dado à humanidade na Vida e Paixão de Cristo seja “amado” através de compromissos de Vida pessoal e dum verdadeiro empenho pastoral por parte de sacerdotes Religiosos/as e leigos.
Braga, 10-02-08
+ Jorge Ortiga, A.P.
Sendo um dom para o Arcebispo deve tornar-se um compromisso para a Arquidiocese.
- Compromisso de “ler” a realidade eclesial com verdade, sem complexos, medos, vontade de ocultar.
- Compromisso de “ler” o mundo que nos rodeia, assumindo-o como diferente doutras épocas, que não julgamos nem condenamos mas que acolhemos para nos questionarmos sobre o modo e linguagem adequada que devemos propor. Não podemos iludir-nos. Os tempos são outros e a mudança cultural não pode aterrorizar-nos mas deve corresponsabilizar-nos em respostas pastorais novas.
- Compromisso de discernir estas propostas pastorais suscitando uma mudança de mentalidades para que a organização eclesiástica se adapte, sempre na fidelidade à Igreja, ao novo ritmo da história.
Perante a mudança da sociedade não vamos viver do saudosismo. Pretende-se envolver toda a comunidade diocesana neste ritmo de mudança. Sabemos que alguns membros estão adormecidos; teremos de os acordar. Não ignoramos que outros se instalaram, urge colocá-los em movimento. Temos consciência de muitos empenhados nesta Igreja para hoje, a cada um teremos de dar alento e força para que continuem a remar, talvez indo contra-corrente.
Temos, como trabalho para este Conselho, a grata responsabilidade de discernir os caminhos que a Igreja Diocesana irá percorrer nos próximos anos. Nunca abandonaremos a família. Continuamos comprometidos em fazer com que seja Boa Nova para o séc. XXI. Damos um passo em frente e pretendemos colocar a Palavra no centro da vida das pessoas, das famílias e das Comunidades. Ela e só Ela é a Boa Nova que temos para oferecer a este mundo que amamos mas onde a indiferença cresce e o indiferentismo se impõe.
Os nossos trabalhos acontecerão como reflexão pessoal e, sobretudo, numa atitude de escuta para intuir o que o Espírito diz à Igreja de Braga para esta hora. O próprio Espírito nos acompanhará nos trabalhos.
Quero dar graças a Deus por quanto as comunidades paroquiais apostaram na pastoral familiar. Rogo-lhes que continuem empenhadas neste sector e que encontrem algo de concreto que permaneça como resultado deste triénio. Há conclusões a tirar. Rezemos para que ninguém se coloque de lado ou se contente com o tradicional modo de agir. Fazemos muito, mas podemos realizar muito mais e sobretudo melhor. Isto acontecerá quando todos participarem com as suas ideias e sugestões nos espaços que dispomos para isso, a começar pelas palestras e a terminar nas variadas actividades de Formação Permanente. Não é com assistentes amorfos que se revitaliza a Igreja. Cada um tem uma responsabilidade insubstituível e a unidade nunca pode ficar nas boas intenções de alguns.
Que o Amor de Deus dado à humanidade na Vida e Paixão de Cristo seja “amado” através de compromissos de Vida pessoal e dum verdadeiro empenho pastoral por parte de sacerdotes Religiosos/as e leigos.
Braga, 10-02-08
+ Jorge Ortiga, A.P.
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