Arquidiocese de Braga -
2 março 2013
48 HORAS DE VOLUNTARIADO DOS ESCUTEIROS
Fotografia
Departamento Arquidiocesano de Comunicação Social
O Corpo Nacional de Escutas (CNE) desenvolveu, no passado fim de semana, uma grande iniciativa nacional denominada “48 horas de Voluntariado”. Este projeto de grande dimensão, integrou o programa de comemorações dos 90 anos do CNE em Portugal, e envolveu
\nO Corpo Nacional de Escutas (CNE) desenvolveu, no passado fim de semana, uma grande iniciativa nacional denominada “48 horas de Voluntariado”. Este projeto de grande dimensão, integrou o programa de comemorações dos 90 anos do CNE em Portugal, e envolveu cerca de 7.200 voluntários, entre escuteiros e não escuteiros.
Esta iniciativa, que se realizou um dia após o aniversário do fundador do escutismo, Baden-Pawell, dinamizou 120 projetos de voluntariado espalhados por todo o país, sendo que 20 dos quais se realizaram na região de Braga do CNE.
As missões enquadraram-se em áreas muito diversas, como o apoio social, a saúde, a educação, o ambiente, o património, a cultura e o apostolado.
A duração de cada uma das ações poderia variar entre 3 horas e 48 horas, e ser contínua ou intervalada. Também poderia decorrer com todos os participantes em simultâneo ou alternadamente.
Entre os projetos implementados estiveram trabalhos de recuperação em escolas, mercados e outras infraestruturas, a colaboração na limpeza de matas e criação de trilhos e ainda o apoio a instituições sociais na recolha e distribuição de bens aos mais carenciados.
Para os coordenadores nacionais deste projeto, Joana Vieira e Rui Gomes, a adesão às “48 horas de Voluntariado” superou as expetativas, nomeadamente quando comparada com o número de participantes na primeira edição, que decorreu há dois anos atrás.
«A primeira iniciativa do género foi levada a cabo em 2011, no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado», recorda Rui Gomes, salientando que a adesão «esteve dentro das expetativas», apesar da maior parte das inscrições «terem sido feitas nos últimos dias».
Segundo Joana Vieira, a principal motivação da iniciativa “48 horas de voluntariado” é «mobilizar os escuteiros e as comunidades onde se inserem».
«Quisemos fazer uma ação mais forte», sustenta a dirigente.
Quando questionados em relação aos objetivos desta iniciativa, os coordenadores nacionais afirmaram que a intenção principal é a «celebração dos 90 anos do CNE».
«Queremos mostrar também o que são os escuteiros, que fazem serviço e pretendem deixar o mundo melhor do que o encontraram», referiu Joana Vieira.
«Por vezes há ideias erradas acerca do que são os escuteiros», sublinhou, ainda, a dirigente, esperançada de que as “48 horas de Voluntariado” sirvam para «alterar» este preconceito que muitas pessoas têm quanto à missão dos escuteiros.
Ambiente e Património dominam missões na região de Braga
Entre as ações dinamizadas na região de Braga do CNE, sete corresponderam a missões de âmbito social, enquanto que seis se debruçam sobre o ambiente e outras tantas sobre o património. Sobraram ainda duas missões relativas à dimensão educacional.
Na área do ambiente, uma das mais representadas, o agrupamento bracarense de Merelim S. Paio, propôs-se limpar 4 km e meio de pista pedonal. Em Barbudo, Vila Verde, foi dinamizado o projeto “Brilha jardim” e em Morreira, Braga, o agrupamento local dedicou-se à limpeza da freguesia.
No âmbito do património, para além da renovação do mobiliário do campo-escola de Fraião, destacou-se a limpeza dos escadórios do convento franciscano de Montariol, em Braga, pelo agrupamento sedeado neste lugar da freguesia de S. Victor. Em Revelhe, Fafe, os escuteiros fizeram «renascer a capela mortuária» e em Landim, Famalicão, os voluntários propuseram-se reabilitar os espaços à volta da sede dos escuteiros, para além de oferecerem uma aula-convívio de dança.
De âmbito social, destaque-se a missão do agrupamento n.º 304, que se propôs apoiar o lar da APPACDM de Lomar, realizando alguns pequenos trabalhos. Por sua vez, o agrupamento n.º 219 de Gualtar efetuou um trilho solidário. Em Barcelos, o agrupamento n.º 1323 de Carvalhal S. Paio dedicou-se unicamente a interagir com a comunidade.
De âmbito educacional, saliente-se a missão do agrupamento de escuteiros de Moure, em Vila Verde, que decidiu contar uma história à sua comunidade.
Campo-escola de Fraião renovou a “mobília”
O campo-escola Calouste Gulbenkian de Fraião, localizado nos arredores de Braga, também se juntou às “48 horas de voluntariado” com missões que envolveram cerca de 30 jovens e que visavam fundamentalmente a renovação de móveis e estruturas do edifício.
Segundo Jaime Pereira, responsável pelo campo-escola, que assinala, em 2013, os 50 anos de existência, a missão correspondia essencialmente a «obras de carpintaria», «restauro de móveis antigos» e «trabalhos de eletricidade».
«Também decorámos a capela exterior com a colocação de uma cruz decorada com azulejos», acrescentou, ainda, este dirigente do CNE.
De tarde, um grupo de exploradores, entre os 10 e 14 anos, dedicou-se a construir presentes com mensagens, que têm como objetivo a comemoração dos 50 anos do campo-escola de Fraião,a assinalar no dia 21 de julho.
Um movimento juvenil cristão com 106 anos
O Corpo Nacional de Escutas, nascido do movimento mundial escutista fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell (1857-1941) encontra-se atualmente implantado nas 20 dioceses católicas do país, com cerca de 1100 agrupamentos locais, somando um total de aproximadamente 70 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Segundo dados referentes a 2012, Braga era a região do CNE que tinha mais elementos, num total de 15.500 escuteiros, dos quais 2.600 são dirigentes, distribuídos por 250 agrupamentos e nove núcleos. Seguia-se a região de Lisboa com cerca de 11 mil elementos.
Recorde-se que O Corpo Nacional de Escutas nasceu na cidade de Braga, no dia 27 de maio de 1923. Os seus fundadores e impulsionadores foram o Arcebispo Primaz, D.
Manuel Vieira de Matos, e Avelino Gonçalves, que mantiveram os primeiros contactos
com o este movimento internacional, quando assistiram, em Roma, a um desfile de 20 mil escuteiros, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional que se realizou em 1922. O agrupamento n.º1 do CNE está sedeado, precisamente, na paróquia bracarense da Sé.
Esta iniciativa, que se realizou um dia após o aniversário do fundador do escutismo, Baden-Pawell, dinamizou 120 projetos de voluntariado espalhados por todo o país, sendo que 20 dos quais se realizaram na região de Braga do CNE.
As missões enquadraram-se em áreas muito diversas, como o apoio social, a saúde, a educação, o ambiente, o património, a cultura e o apostolado.
A duração de cada uma das ações poderia variar entre 3 horas e 48 horas, e ser contínua ou intervalada. Também poderia decorrer com todos os participantes em simultâneo ou alternadamente.
Entre os projetos implementados estiveram trabalhos de recuperação em escolas, mercados e outras infraestruturas, a colaboração na limpeza de matas e criação de trilhos e ainda o apoio a instituições sociais na recolha e distribuição de bens aos mais carenciados.
Para os coordenadores nacionais deste projeto, Joana Vieira e Rui Gomes, a adesão às “48 horas de Voluntariado” superou as expetativas, nomeadamente quando comparada com o número de participantes na primeira edição, que decorreu há dois anos atrás.
«A primeira iniciativa do género foi levada a cabo em 2011, no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado», recorda Rui Gomes, salientando que a adesão «esteve dentro das expetativas», apesar da maior parte das inscrições «terem sido feitas nos últimos dias».
Segundo Joana Vieira, a principal motivação da iniciativa “48 horas de voluntariado” é «mobilizar os escuteiros e as comunidades onde se inserem».
«Quisemos fazer uma ação mais forte», sustenta a dirigente.
Quando questionados em relação aos objetivos desta iniciativa, os coordenadores nacionais afirmaram que a intenção principal é a «celebração dos 90 anos do CNE».
«Queremos mostrar também o que são os escuteiros, que fazem serviço e pretendem deixar o mundo melhor do que o encontraram», referiu Joana Vieira.
«Por vezes há ideias erradas acerca do que são os escuteiros», sublinhou, ainda, a dirigente, esperançada de que as “48 horas de Voluntariado” sirvam para «alterar» este preconceito que muitas pessoas têm quanto à missão dos escuteiros.
Ambiente e Património dominam missões na região de Braga
Entre as ações dinamizadas na região de Braga do CNE, sete corresponderam a missões de âmbito social, enquanto que seis se debruçam sobre o ambiente e outras tantas sobre o património. Sobraram ainda duas missões relativas à dimensão educacional.
Na área do ambiente, uma das mais representadas, o agrupamento bracarense de Merelim S. Paio, propôs-se limpar 4 km e meio de pista pedonal. Em Barbudo, Vila Verde, foi dinamizado o projeto “Brilha jardim” e em Morreira, Braga, o agrupamento local dedicou-se à limpeza da freguesia.
No âmbito do património, para além da renovação do mobiliário do campo-escola de Fraião, destacou-se a limpeza dos escadórios do convento franciscano de Montariol, em Braga, pelo agrupamento sedeado neste lugar da freguesia de S. Victor. Em Revelhe, Fafe, os escuteiros fizeram «renascer a capela mortuária» e em Landim, Famalicão, os voluntários propuseram-se reabilitar os espaços à volta da sede dos escuteiros, para além de oferecerem uma aula-convívio de dança.
De âmbito social, destaque-se a missão do agrupamento n.º 304, que se propôs apoiar o lar da APPACDM de Lomar, realizando alguns pequenos trabalhos. Por sua vez, o agrupamento n.º 219 de Gualtar efetuou um trilho solidário. Em Barcelos, o agrupamento n.º 1323 de Carvalhal S. Paio dedicou-se unicamente a interagir com a comunidade.
De âmbito educacional, saliente-se a missão do agrupamento de escuteiros de Moure, em Vila Verde, que decidiu contar uma história à sua comunidade.
Campo-escola de Fraião renovou a “mobília”
O campo-escola Calouste Gulbenkian de Fraião, localizado nos arredores de Braga, também se juntou às “48 horas de voluntariado” com missões que envolveram cerca de 30 jovens e que visavam fundamentalmente a renovação de móveis e estruturas do edifício.
Segundo Jaime Pereira, responsável pelo campo-escola, que assinala, em 2013, os 50 anos de existência, a missão correspondia essencialmente a «obras de carpintaria», «restauro de móveis antigos» e «trabalhos de eletricidade».
«Também decorámos a capela exterior com a colocação de uma cruz decorada com azulejos», acrescentou, ainda, este dirigente do CNE.
De tarde, um grupo de exploradores, entre os 10 e 14 anos, dedicou-se a construir presentes com mensagens, que têm como objetivo a comemoração dos 50 anos do campo-escola de Fraião,a assinalar no dia 21 de julho.
Um movimento juvenil cristão com 106 anos
O Corpo Nacional de Escutas, nascido do movimento mundial escutista fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell (1857-1941) encontra-se atualmente implantado nas 20 dioceses católicas do país, com cerca de 1100 agrupamentos locais, somando um total de aproximadamente 70 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Segundo dados referentes a 2012, Braga era a região do CNE que tinha mais elementos, num total de 15.500 escuteiros, dos quais 2.600 são dirigentes, distribuídos por 250 agrupamentos e nove núcleos. Seguia-se a região de Lisboa com cerca de 11 mil elementos.
Recorde-se que O Corpo Nacional de Escutas nasceu na cidade de Braga, no dia 27 de maio de 1923. Os seus fundadores e impulsionadores foram o Arcebispo Primaz, D.
Manuel Vieira de Matos, e Avelino Gonçalves, que mantiveram os primeiros contactos
com o este movimento internacional, quando assistiram, em Roma, a um desfile de 20 mil escuteiros, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional que se realizou em 1922. O agrupamento n.º1 do CNE está sedeado, precisamente, na paróquia bracarense da Sé.
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