Arquidiocese de Braga -

11 fevereiro 2014

CONFRARIAS DESAFIADAS A ABRAÇAR MISSÃO DA IGREJA

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Teve lugar no passado dia 7 de Fevereiro o encontro dos elementos das Confrarias do Arciprestado de V. N. Famalicão, sob o tema "A fidelidade a Cristo nos dias de hoje". Confrarias são desafiadas a abraçar a missão da Igreja na fidelidade e no compromisso

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É imperativo “servir a Igreja como leigos fiéis e comprometidos com a missão do apostolado”. Esta foi a mensagem central deixada aos elementos das Confrarias das diferentes comunidades do Arciprestado de V. N. Famalicão num encontro de formação promovido pelo Arciprestado em colaboração com a Confraria das Santas Chagas da paróquia de Santo Adrião, que teve lugar na passada sexta-feira, dia 7 de Fevereiro, às 21h30, no Centro Pastoral de Famalicão, subordinado ao tema “A fidelidade a Cristo nos dias de hoje”.

Depois da oração inicial e das palavras de acolhimento feitas por José Pedro Sousa, Juiz da Confraria das Santas Chagas supracitada, a quem coube a tarefa de moderar o encontro, tomou a palavra o P.e João Paulo Coelho Alves, Chanceler da Cúria Diocesana.

O sacerdote orador, procurando alertar para a importância do serviço prestado pelas Confrarias nas comunidades, começou por explicar o imprescindível e crescente papel dos leigos no seio da Igreja, ao longo dos séculos, lembrando que “todos são membros do mesmo Corpo, que é Cristo”, independentemente da função que desempenham, e acrescentando que o Concílio Vaticano II “veio reforçar a vocação do leigo em virtude do Baptismo e da Confirmação”, devendo estes manter-se “activos e comprometidos com a Igreja no apostolado”, superando a sua missão largamente o “mero formalismo a que estão sujeitas as Confrarias por via dos seus estatutos”.

Consequentemente, o P.e João Paulo procurou definir a Igreja, e, recorrendo a diferentes frases retiradas da Sagrada Escritura, enfatizou que a Igreja é “Casa de Deus, Templo de Deus”, isto é, “a comunidade de pessoas nas quais habita Deus”. É também “a vide de Deus, onde todos permanecem intimamente unidos a Cristo, de modo a dar fruto”, isto é, a Igreja é “família de Deus e rebanho de Cristo”. Logo, também “as Confrarias, enquanto acção através da qual os fiéis a elas congregados participam na Igreja, devem participar na missão da mesma e tornar visível o Corpo de Cristo”, sendo que para isso é fulcral “a formação que os leigos devem receber para servir com fidelidade”.

Foi precisamente esta ideia que o Arcipreste de V. N. Famalicão, o P.e Paulino Carvalho, corroborou nas palavras que dirigiu aos presentes antes da oração final que fechou o encontrou, destacando que as Confrarias “devem manter-se empenhadas na construção da comunhão, ao serviço da Igreja e da comunidade, gerindo de forma justa e correcta o dinheiro e os bens materiais, para que possam sempre servir com o espírito cristão emanado do Baptismo”.

Departamento Arciprestal da Comunicação Social