Arquidiocese de Braga -

6 maio 2014

VILA DAS AVES CELEBRA A FÉ COM TESTEMUNHO MISSIONÁRIO

Fotografia

Fé, esperança e solidariedade foram as ideias transmitidas pelo comboniano António Nunes, no passado sábado, em mais uma reunião do Conselho Pastoral Paroquial de Vila das Aves, dando o seu testemunho como missionário no país mais novo do mundo, o Sudão d

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Fé, esperança e solidariedade foram as ideias transmitidas pelo comboniano António Nunes, no passado sábado, em mais uma reunião do Conselho Pastoral Paroquial de Vila das Aves, dando o seu testemunho como missionário no país mais novo do mundo, o Sudão do Sul.

Depois de ter conquistado a independência em 2011 e de cerca de dois anos de paz, a guerra regressou a este país em dezembro passado, com o irmão António Nunes a viver bem perto esta guerra. Este missionário regressou a Portugal em janeiro, para fazer o mestrado em enfermagem e regressar para formar os futuros enfermeiros do Sudão do Sul.

Aos conselheiros avenses, o missionário falou sempre deste país como o «meu Sudão do Sul, que vi nascer», tal é já a sua afinidade com este povo depois de oito anos de missão. Nos primeiros quatro anos esteve como enfermeiro no Hospital de Mapuordit e nos últimos foi nomeado responsável económico de todas as nove missões combonianas no país.

«Vi a independência e a alegria e a esperança do povo, mas vi também a guerra regressar», disse, salientando as contradições deste país, pois o «maior problema do Sudão do Sul, mas também a sua maior riqueza, são os poços de petróleo». Aliás, o conflito existente «tem como fonte a luta pelo poder e pelo controlo do petróleo, cuja riqueza gerada nunca chega ao povo».

A forma de evangelizar do irmão missionário é com o seu trabalho, o que no seu caso é como enfermeiro. «Somos vistos pelo povo como quem dá o toque de Deus que cura», falando em autênticos milagres tal a falta de recursos humanos e materiais. E contou um episódio: uma criança, depois de passar por vários feiticeiros e quase às portas da morte, foi levada ao hospital. Os médicos questionavam até a pertinência de gastar material médico numa criança praticamente perdida, no entanto, o irmão António Nunes pediu que, pelo menos, se tentasse. «No dia seguinte, ao fazer a ronda pelo hospital, vi a cama vazia e perguntei ao colega de serviço a que hora a criança tinha falecido. O colega não entendeu pois ninguém tinha morrido nessa noite e ao apontar para a cama vazia, de imediato apontou para o exterior e disse: “está ali a correr!”».

Páscoa marcada pelas canonizações

As canonizações de S. João XXIII e de S. João Paulo II foram evocadas em todas as casas que receberam o compasso visita Pascal, em Vila das Aves. No fim do dia, o tradicional cortejo Pascal juntou milhares nas ruas.

Ao fim da tarde o ponto alto da Festa Páscoa nesta freguesia do arciprestado de Famalicão, o já tradicional Cortejo Pascal. Mais uma vez, dezenas de figurantes representaram quadros bíblicos. Dezenas de crianças da catequese da infância vestiram-se de anjos. 

Antes da saída do cortejo, o pároco, padre Fernando Abreu lembrou que esta forma visível de assinalar a Ressurreição de Cristo já se faz desta forma desde 1982.

Nota de destaque para a homenagem feita ao padre Henrique Faria, antigo pároco de Ribeirão, com quem o padre Fernando trabalhou como coadjutor na década de 70, recentemente falecido. Na mesma situação foi também homenageado João Oliveira, que foi durante décadas juiz da cruz, tendo sido com ele que a Vila das Aves foi pioneira em usar leigos e mulheres no compasso visital pascal, nos inícios dos anos 80.

DM, 6 de Maio de 2014