Arquidiocese de Braga -

16 junho 2014

PEREGRINAÇÃO DAS FAMÍLIAS A S. BENTO DA PORTA ABERTA

Fotografia

Foi com uma mensagem de esperança na vida em família, considerada pilar da sociedade, que os doze peregrinos saíram na passada sexta-feira da Sé de Braga em direção ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta, ao qual chegaram ao final da tarde de sábado. Pe

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Foi com uma mensagem de esperança na vida em família, considerada pilar da sociedade, que os doze peregrinos saíram na passada sexta-feira da Sé de Braga em direção ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta, ao qual chegaram ao final da tarde de sábado. Pelo caminho, muitos outros fiéis se juntaram nesta caminhada de fé.

À margem da cerimónia que antecedeu a partida para a Peregrinação Nacional de Famílias, Carlos Aguiar Gomes, presidente da Associação Famílias, relevou a importância de cada um acreditar que a vida a dois, apesar de difícil, é possível. 

«Viver em família não é fácil e é preciso dizê-lo, mas viver foram dela também não é e temos de interiorizar que essa dificuldade deve ser entendida como fator de crescimento, unidade e coesão familiar», sustentou, lembrando que «a família é o grande pilar da sociedade» e que «a qualidade de vida depende do relacionamento entre cônjugues, pais e filhos e as várias gerações». 

Esta mensagem da Associação Famílias surge num momento preocupante em termos sociais, pautado pelo acentuado decréscimo da taxa de natalidade e por um elevado número de divórcios (em cada cem casamentos, 72 terminam com a separação do casal), que conduzem a uma «constante degradação social, cultural, espiritual e material das famílias». Por isso, Carlos Aguiar Gomes desafia a que se lute «contra a maré», combatendo estes problemas «gravíssimos».

«Temos de pensar muito seriamente que sociedade queremos a partir desta realidade das nossas famílias. Quando temos uma taxa de natalidade baixíssima, quando a esperança média de vida felizmente aumenta mas a relação entre idosos e jovens pende cada vez mais para a terceira idade e quando existe esta taxa de divorcialidade devemos inquietar-nos profundamente», explicou o responsável.

Antes da partida, os peregrinos - metade dos quais crianças -, ouviram o Cónego Macedo falar sobre o exemplo de vida de S. Bento, que considerou ser «um peregrino de Deus sempre unido à Terra». 

Tendo como lema de vida “Reza e trabalha” — «sem trabalho a oração ficava muito vazia mas sem oração o trabalho era muito materialista» -, S. Bento foi «um santo da devoção universal», motivo pelo qual a sua inscrição é encontrada em quase todas as igrejas, sendo conhecido «em todo o mundo», lembrou o cónego Macedo.

Já após a celebração da eucaristia, o sacerdote explicou que «as pessoas podem inspirar-se no percurso de vida de S. Bento», desde que não seja uma imitação. «Nós não temos de imitar os santos em tudo porque cada pessoa é uma personalidade e esta tem de se santificar como ela é, melhorando os seus defeitos e crescendo nas virtudes. Ele mesmo é que há-de fazer-se santo através do que Cristo ensinou e dos bons exemplos que os santos nos deixaram», vincou.

Após a eucaristia, os caminhantes receberam o respetivo bordão do peregrino, que os acompanhou durante toda a viagem. Na sexta, iriam ser percorridos 25 quilómetros, ficando os restantes 12 para o dia de sábado. 

O ponto alto do programa da Peregrinação Nacional das Famílias, no 20.º aniversário do Ano Internacional da Família, foi ontem. Para as 10h00 estava agendada uma Via-Sacra e, às 11h00, foi celebrada uma missa no Santuário de S. Bento da Porta Aberta. De tarde, decorreram momentos de meditação e de reza do terço.

DM, 14 de Junho de 2014