Arquidiocese de Braga -

4 julho 2014

D. ANTÓNIO MOITEIRO: APOIO ÀS FAMÍLIAS É PRIORIDADE

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D. António Moiteiro Ramos foi nomeado, esta sexta-feira, pelo Papa para ser Bispo de Aveiro. Estava há dois anos como auxiliar de Braga. Em entrevista à Renascença conta como soube da notícia, fala das prioridades para Aveiro e da preocupação que tem com

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D. António Moiteiro Ramos foi nomeado, esta sexta-feira, pelo Papa para ser Bispo de Aveiro. Estava há dois anos como auxiliar de Braga. Em entrevista à Renascença conta como soube da notícia, fala das prioridades para Aveiro e da preocupação que tem com a evolução negativa da natalidade no país e na Europa. 

Soube que tinha sido escolhido quando estava em Roma, a semana na passada. Foi na véspera de se encontrar com o Papa na audiência-geral: “No dia seguinte, quarta-feira, dia 25, estive com o Santo Padre e falei com ele acerca da nomeação”. Francisco disse-lhe que encarasse a nova missão “com alegria e confiança, que Deus não falha nunca”. 

Em Aveiro o novo bispo quer manter o dinamismo criado pela “Missão Jubilar”, que celebrou os 75 anos da restauração da diocese, e seguir os conselhos do actual Papa dados na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”. As famílias e os jovens serão duas das suas prioridades: “Na saudação que envio à diocese de Aveiro faço uma referência aos jovens, com uma palavra de muita estima e carinho, relembrando-lhes que são eles o rosto jovem da Igreja. E é neste campo que me quero inserir também nas terras de Aveiro, dar prioridade aos jovens e às famílias jovens, porque o futuro da Igreja passa por aqui”. 

Futuro da Igreja e do país
A experiência que teve em Braga aumentou a preocupação que já tinha em 2012, quando foi nomeado bispo auxiliar, com a fraca taxa de natalidade. Em dois anos fez “mais de uma centena de visitas pastorais”, e comprovou que na zona mais interior da diocese “a natalidade é muito baixa”. Garante que “mesmo nas paróquias à volta da cidade de Braga começa a sentir-se a dificuldade de manter as escolas do 1º ciclo abertas, e isto é, podemos dizer, uma tragédia ao nível da substituição de gerações, de forças vivas para as nossas comunidades e para a sociedade civil”. 

“Se Braga é o distrito mais jovem do pais, e até da Europa, e se já tem estas dificuldades, como não está resto do pais e da Europa?”, pergunta D. António Moiteiro, para quem ajudar as famílias a terem mais filhos devia ser a prioridade de todos, governo e Igreja incluídos: “tudo o que pudéssemos fazer para ajudar neste campo era fundamental”. Não entende, por isso, que em vez de mais apoio haja é cada vez mais cortes, como os do abono de família. “Reduzindo os abonos e não apoiando as famílias com mais de dois filhos, estamos a dar cabo da nossa própria sociedade em que nos encontramos”. 

RR, 04.07.2014