Arquidiocese de Braga -
10 julho 2014
CONFERÊNCIAS DÃO A CONHECER OBRAS NA IGREJA DE BEIRIZ
A Paróquia de Beiriz, no concelho da Póvoa de Varzim promove hoje e amanhã, dias 10 e 11 de julho, sempre às 21h15, um conjunto de conferências para dar a conhecer as intervenções concretizadas naquele templo. As obras chegaram agora ao fim e, antes da in
A Paróquia de Beiriz, no concelho da Póvoa de Varzim promove hoje e amanhã, dias 10 e 11 de julho, sempre às 21h15, um conjunto de conferências para dar a conhecer as intervenções concretizadas naquele templo.
Recorde-se que a igreja de Beiriz sofreu graves danos após um raio ter atingido uma das torres sineiras a 29 de novembro de 2008.
O acidente obrigou à concretização de um conjunto de obras que foram concretizadas nos últimos cinco anos, num investimento que ronda os 730 mil euros.
As obras chegaram agora ao fim e, antes da inauguração marcada para o próximo domingo, dia 13 de julho, às 10h30, presidida pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a paróquia vai dar a conhecer à população tudo o que foi concretizado e explicar quais os cuidados a ter de hoje em diante. «Eu propus ao Conselho Pastoral Paroquial que não ficássemos apenas pelo dia da bênção e da inauguração, mas que houvesse um momento de encontro de cultura de sensibilização, até para alertar para futuros procedimentos em relação ao património que foi restaurado», afirma o pároco de Beiriz.
Por isso, salienta o padre Delfim Pinto Coelho, foi decidido concretizar um conjunto de conferências que têm início hoje, às 21h15, na própria igreja de Beiriz, com as pessoas que estiveram a intervir no templo nestes últimos cinco anos.
Assim, a primeira intervenção está a cargo da diretora do Museu Municipal da Póvoa de Varzim, Deolinda Carneiro, que vai falar sobre a história da igreja de Beiriz, desde a sua fundação até ao momento atual, evidenciando as diversas vicissitudes por que passou a edificação do templo.
Depois seguem-se as comunicações de Alexandre Barbosa e do mestre António Barbosa, da empresa “Renascer o Passado”, que vão dar a conhecer a “Arte Sacra e Conservação no Património da Igreja de Beiriz”. Segundo o pároco, estes dois profissionais vão mostrar o estado em que encontraram a talha da igreja, explicar a metodologia aplicada, e revelar os imprevistos que tiveram de enfrentar e as soluções encontradas para resolver os problemas.
Espera-se ainda que deixem na sua intervenção conselhos sobre a forma como a talha deve ser tratada, sobretudo pelas zeladoras, no futuro.
Para amanhã, dia 11 de julho, estão previstas novas intervenções neste conjunto de conferências, também elas com início às 21h15, na igreja de Beiriz.
Assim, a abrir este segundo dia, João Pereira, da Universidade do Minho, vai explicar a “Inspeçãp, Diagnóstico e Projeto de Conservação da Parede Sul da Cabeceira da Igreja de Beiriz”. «Este docente esteve à frente na resolução de um problema que tivemos na pareda alçada sul da igreja, que foi motivo para parar o restauro do azulejo», afirma o sacerdote.
Por fim, a encerrar, Vítor Fonseca, da “Arqueologia e Património”, vai abordar “Os azulejos da Igreja de Beiriz - do diagnóstico à conservação e restauro.
O padre Delfim Pinto Coelho sublinha que estas conferências têm entrada livre, pelo que todos estão convidados a participar.
Os trabalhos realizados na igreja de Beiriz, que se prolongaram por cinco ano, foram concretizados em três fases distintas.
Segundo o pároco, a primeira fase dos trabalhos incidiu sobre o exterior do templo, com a reconstrução da torre, o tratamento das paredes, das janelas e das portas, a renovação do telhado e a eliminação de pontos de infiltrações, o que veio favorecer o ambiente no interior dentro do edifício.
A segunda fase, iniciada cerca de dois meses após a conclusão da primeira, foi a mais dispendiosa e a mais importante, salienta o padre Delfim Pinto Coelho.
«Foi todo o tratamento interior de paredes, o projeto de som, o projeto de luz completamente novo em relação ao que estava, a reposição do soalho do coro, a construção de um teto novo da igreja», disse o sacerdote.
Nesta fase foi também removido e substituído o piso do presbitério, o soalho das sacristias, foi dividida em duas partes a sacristia.
Por fim a terceira fase dos trabalhos, que foi agora concluída, prendeu-se toda ela com a conservação e restauro da arte sacra da igreja paroquial de Beiriz.
Assim, as talhas dos quatro altares laterais e do altar-mor, com a sua tribuna, foram intervencionadas, ganhando um novo brilho. A própria tela artística que retrata a ascenção de Jesus e que se encontra no altar-mor foi também recuperada e restaurada. Nesta fase foram também restaurados os painéis de azulejos, a imaginária e vários elementos decorativos que estavam guardados e agora voltaram aos seus locais.
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