Arquidiocese de Braga -

10 julho 2014

FAFE CUMPRE TRADIÇÃO RELIGIOSA

Fotografia

A história e identidade de Fafe estão intimamente ligadas à festa da Senhora da Misericórdia. Uma festa onde mergulha a intimidade da alma de um povo, que peregrina anualmente, movido pela fé e credo na Senhora de Antime.

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A história e identidade de Fafe estão intimamente ligadas à festa da Senhora da Misericórdia. Uma festa onde mergulha a intimidade da alma de um povo, que peregrina anualmente, movido pela fé e credo na Senhora de Antime.

Aquela procissão constitui anualmente um dos momentos mais altos das festas do concelho. O cortejo religioso tem particularidade de sair de duas igrejas diferentes (Fafe e Antime), sendo o momento mais emocionante, o encontro na Ponte de S. José, entre as imagens da Senhora das Dores e a Nossa Senhora de Antime. Nesse local, as duas imagens ficam frente a frente e fazem uma pequena vénia uma à outra, em sinal de saudação. Depois de passar o dia na igreja Matriz de Fafe, a Santa regressa novamente em procissão a Antime.

Aquela tradição surge, porque segundo reza a tradição, terá sido no lugar do Outeiro das Freiras que, um dia, apareceu a imagem de Santa Maria, não se sabe a quem [caixa]. Imediatamente, os povos de Antime e de Fafe disputaram a sua posse, tendo sido decidido que a imagem seria colocada num carro de bois e que ficaria a pertencer à povoação para onde, espontaneamente se dirigisse o carro.

Terá ficado definido que a imagem de Nossa Senhora ficaria todo ano em Antime, mas, no dia da festa, seria trazida para Fafe, regressando a Antime, ao final do dia.

Santa Maria passou, desde então, a juntar ao seu nome o da freguesia, mas também lhe chamam Senhora do Sol, por a ela recorrerem os lavradores quando necessitam de bom tempo.

A tradicional procissão, que tem particularidade de sair de duas igrejas diferentes (Fafe e Antime), sendo o momento mais emocionante, o encontro na Ponte de S. José, entre a imagem da Senhora das Dores e a Nossa Senhora de Antime. Nesse local, as duas imagens ficam frente a frente e fazem uma pequena vénia uma à outra, em sinal de saudação. 

Para o presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, «as Festas da Senhora de Antime são uma tradição para manter e valorizar». Segundo o autarca, a aposta «no que é nosso deve ser prioridade, já que são as pessoas e as suas tradições que fazem uma terra». «A procissão da Nossa Senhora de Antime, sem dúvida, que é um momento único e uma tradição muito antiga que traz muitas pessoas à cidade. A particularidade das senhoras se juntarem na ponte é um momento muito bonito que não se vê em mais lado nenhum», valoriza Raul Cunha, apelando a que «as pessoas venham a Fafe no próximo domingo».

«Apelo a todas as pessoas que venham a Fafe por estes dias, mas principalmente no domingo, dia da procissão em honra da Senhora de Antime para presenciar um momento único de rara beleza», ilustra.

DM 10 de Junho de 2014