Arquidiocese de Braga -

14 julho 2014

S. BENTO DA PORTA ABERTA CELEBRA SEGUNDA ROMARIA DO ANO

Fotografia

O decréscimo da natalidade em Portugal e a crise de valores na Europa foram motivo de reflexão, na passada sexta-feira, na Eucaristia solene da segunda romaria do ano ao santuário de São Bento da Porta Aberta. Presidiu à concelebração Monsenhor António Mo

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O decréscimo da natalidade em Portugal e a crise de valores na Europa foram motivo de reflexão, na passada sexta-feira, na Eucaristia solene da segunda romaria do ano ao santuário de São Bento da Porta Aberta.

Presidiu à concelebração Monsenhor António Moreno, em substituição do Arcebispo de Braga que não esteve presente por estar ocupado em trabalhos pastorais com dois padres que fazem, respetivamentente, 25 e 50 anos de sacerdócio.

Diante de uma assembleia de fiéis que encheu a cripta do santuário, o celebrante lembrou as notícias baseadas nos dados do Eurostat, divulgados esta quinta-feira, que confirmam que Portugal foi o país da Europa onde o ano passado nasceram menos bebés - 82,8 mil, o que corresponde a 7,9 nascimentos por mil habitantes.

«Num ano, de 2013 para 2014, Portugal ficou com menos 10 mil pessoas. Não foi só menos nascimentos, mas também muitos emigrantes que sairam. Para onde caminhámos? Acordámos ou não acordámos? Como precisamos de saborear a bondade do Senhor, caso contrário estámos perdidos!», disse.

Monsenhor Moreno duvida que a baixa de natalidade esteja a acontecer por os portugueses seguirem os caminho de Deus. E se é for falta de dinheiro, esse motivo não devia ser invocado.  «Estais à espera de ter dinheiro para ter filhos? Então nem tendes filhos, nem tende dinheiro!», afirmou o celebrante, exortando os jovens a seguir a Palavra do Senhor que diz: “Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo”.

Monsenhor Moreno falou ainda ao de leve da situação na Europa, que, disse, «não acerta o caminho» e «precisa de acordar» para que não lhe aconteça o mesmo que aconteceu ao Império Romano do ocidente, que se desmoronou em 476, quatro anos antes do nascimento de S. Bento de Núrcia.

«Que grande lição temos a aprender da queda dos impérios», considerou.

O membro da Mesa da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta convidou os fiéis a celebrarem a Fé, como sugere o programa pastoral da Arquidiocese, e a seguirem S. Bento que «numa altura difícil para a humanidade» procurou fomentar o Cristianismo na Europa, construíndo um mosteiro no Monte Cassino, Itália, e instituindo a regra “Ora e Trabalha”.

O sacerdote disse ainda que vale a pena fazer a opção pelo maninho da santidade, como fizeram muitos cristãos, desde reis e rainhas (S. Luís de França e Santa Isabel de Portugal) a criados de servir (Santa Zita).

À Eucaristia seguiu-se uma procissão em honra do santo em que tomaram parte 12 pessoas vestidas com o hábito beneditino num representação dos 12 abades que viviam no mosteiro fundado por S. Bento.

Devotos agradecem graças

Esta romaria de julho atrai todos os anos muitos peregrinos ao santuário de São Bento da Porta Aberta.

Os fiéis devotos provêm de várias partes do país, mais do Norte e Minho, e até do estrageiro, sobretudo de Espanha, da vizinha Galiza. 

O casal Costa, a residir em Vila Verde, faz questão de participar nas três romarias do ano a este local de pregrinação (março, julho e agosto). Ontem, foi oferecer um raminho de cravos a S. Bento como forma de agradecimento pelas graças recebidas por intercessão do Santo proclamado Patrono da Europa pelo Papa Paulo VI.

Além de cravos, os fiéis levavam velas e ex-votos para pagar promessas.

Geralmente, nestas romariras os devotos fazem pedidos a S. Bento sobretudo para que os livre das doenças e os projeja no dia-a-dia, não fosse este santo conhecido como o advogado «das coisas ruins e dos males desconhecidos».

DM 12 de Julho de 2014