Arquidiocese de Braga -
5 agosto 2014
ACAMPAMENTO NACIONAL DE GUIAS EM V. N. FAMALICÃO
Nos últimos anos tem aumentado o número de guias em Portugal, o que indica que o Guidismo atravessa uma boa fase, informou ontem Catarina Rebelo, comissária executive nacional da Associação Guias de Portugal. De acordo com a responsável, existem atualment
Nos últimos anos tem aumentado o número de guias em Portugal, o que indica que o Guidismo atravessa uma boa fase, informou ontem Catarina Rebelo, comissária executive nacional da Associação Guias de Portugal. De acordo com a responsável, existem atualmente cerca de cinco mil guias em todo o país, distribuídas por nove distritos. No de Braga, o número de guias ronda os 600. Dos objetivos do movimento faz parte, agora, chegar a mais localidades e, assim, “captar” mais raparigas.
Catarina Rebelo falava à margem na cerimónia de abertura oficial do Acampamento Regional da Associação de Guias de Portugal, que decorre em Vila Nova de Famalicão até ao próximo sábado, na Quinta de Outiz. Sob o mote “Direitos Humanos”, cerca de 400 raparigas de várias idades e representativas de 20 companhias do distrito de Braga estão reunidas em clima de confraternização para praticarem os valores do Guidismo. A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, que vincou a importância para o concelho de acolher um evento como o Acampamento Regional, que dá uma «nova cor» àquela freguesia.
«Este movimento é conhecido pela forma como defende os seus valores e este é mais um contributo para a formação das nossas raparigas que, bebendo esta influência, serão melhores cidadãs no future », referiu o edil. Dirigindo-se aos participantes, Paulo Cunha lembrou que o tema dos Direitos Humanos é importante «não só para olharmos para aqueles que não têm esses direitos mas também para nós que os temos e os devemos preservar». Já Catarina Rebelo frisou que «é em campo que somos verdadeiros guias, que fomentamos amizades que levamos para o resto da vida, que vivemos a nossa patrulha». Por isso, pediu às jovens «que sejam guias capazes de ultrapassar todos os desafios» e que aproveitem a viagem de oito dias para crescer como pessoas.
Para a comissária executive nacional, estes acampamentos são importantes para que as guias contactem com as patrulhas de outras companhias. «É um momento em que vivem o pleno de ser guia, em contacto com a natureza e abstraíndo- se das suas rotinas diárias», disse, vincando a importância do convívio com os pares. Sílvia Oliveira, comissária regional da associação, também destacou os benefícios de se estar afastado de algumas coisas», o que permite, depois, dar mais valor ao que se tem por garantido. Quanto ao tema escolhido para a iniciativa, considerou-o bastante completo, permitindo trabalhar vários temas junto das guias, independentemente da idade de cada uma.
Sílvia Oliveira informou ainda que, tal como a nível nacional, também na região o Guidismo tem vindo a crescer com a abertura de novas companhias. Famalicão foi, aliás, a companhia que mais cresceu no ano passado. Para além das 20 companhias do distrito de Braga, o acampamento conta ainda com representações de Guias de Viana do Castelo, do México e da Irlanda. Rebeca Murillo, mexicana, explicou que este tipo de convívo é muito importante para que cada um perceba que noutros países há pessoas com os mesmos ideais.
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