Arquidiocese de Braga -

23 janeiro 2018

Fórum de Davos. Papa pede "sociedade inclusiva e justa"

Fotografia Vincent Kessler/Reuters/VEJA

DACS

O Santo Padre afirma que as causas da pobreza e injustiça crescentes não podem ser ignoradas.

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O Papa Francisco enviou uma mensagem ao presidente-executivo do Fórum Económico Mundial, a decorrer em Davos, na Suiça, em que sublinha a necessidade de se criar uma "sociedade inclusiva e justa”.

“Não podemos ficar em silêncio diante do sofrimento de milhões de pessoas cuja dignidade está ferida, não podemos continuar a andar para frente como se a pobreza e a injustiça crescentes não tivessem uma causa”, alerta Francisco.

Clamando por “políticas económicas que favoreçam a família”, o Santo Padre destaca a importância de se “salvaguardar a dignidade da pessoa humana”. Francisco convidou ainda os empresários a criarem emprego, respeitarem as leis do trabalho e lutarem contra a corrupção, “promovendo a justiça social”.

“O crescimento do desemprego, de novas formas de pobreza e o aumento do abismo socioeconómico e novas formas de escravidão” são alguns dos problemas a que, na opinião de Bergoglio, os governos deverão dar resposta. 

Na sua mensagem, o Santo Padre lembra que é possível “dar uma nova direcção ao destino do mundo”, se os modelos económicos se basearem numa “ética de desenvolvimento sustentável e integral, baseada em valores que colocam no centro a pessoa humana e os seus direitos”.

Atento à evolução tecnológica, o Sumo Pontífice apela à sua utilização ponderada, para que esta não se torne um problema. “A inteligência artificial, a robótica e outras inovações tecnológicas devem ser utilizadas ao serviço da humanidade e para a protecção da nossa casa comum e não o contrário, como infelizmente prevêem algumas avaliações”, refere.

O Fórum Económico Mundial começou hoje e reúne chefes de Estado, governantes, organizações internacionais, líderes do sector económico e cultural, jovens empreendedores, responsávies de sindicatos, de organizações religiosas e da sociedade civil. Esta é a 48.ª edição do Fórum e tem como tema “Criar um futuro partilhado num mundo fraturado”. 

Desigualdades sociais e económicas, desenvolvimento tecnológico, alterações climáticas, ameaças cibernéticas e desigualdades de género são alguns dos assuntos que estarão em discussão até Sexta-feira.