Arquidiocese de Braga -

27 novembro 2018

Basílica dos Congregados volta a iluminar-se de vermelho pelos cristãos perseguidos

Fotografia

DACS com Fundação AIS

Braga une-se assim de novo à iniciativa da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

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A Basílica dos Congregados vai de novo iluminar-se de vermelho amanhã, dia 28 de Novembro, para lembrar os cristãos perseguidos, associando-se assim à iniciativa da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) que pretende combater a indiferença perante este flagelo.

No Relatório sobre a Liberdade Religiosa, produzido pela Fundação AIS e divulgado em Lisboa na passada Quinta-Feira, em simultâneo com as principais capitais europeias, estima-se que mais de 300 milhões de cristãos vivem em países onde há perseguição religiosa. Isto significa, revela ainda o documento, que 1 em cada cinco cristãos reside em países onde há perseguição ou discriminação com base nas questões da fé.

Para combater a indiferença da sociedade perante esta realidade tão dramática, a Fundação AIS vai iluminar de vermelho – a cor do sangue, para lembrar o martírio dos cristãos – alguns dos monumentos mais icónicos de algumas das principais cidades do mundo. Além de Portugal, vão juntar-se a esta iniciativa, na próxima Quarta-Feira, países como Reino Unido, Austrália, Irlanda e Estados Unidos.

Recorde-se que esta é a segunda vez, no corrente ano, que a Fundação AIS faz iluminar de vermelho a Basílica dos Congregados assim como o Santuário do Cristo Rei, em Almada.

Em Fevereiro, esses monumentos integraram uma enorme jornada de oração e de sensibilização da opinião pública para a questão da perseguição aos cristãos, que juntou então também o Coliseu de Roma, a Catedral maronita de Santo Elias, em Alepo, na Síria, e a Igreja de São Paulo, em Mossul, no Iraque.

Desta vez, a grande novidade da iniciativa da Fundação AIS em Portugal é a junção de dois outros monumentos icónicos em Portugal: o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a Torre dos Clérigos, no Porto.

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, sublinhou em Fevereiro a importância da iniciativa da Ajuda à Igreja que Sofre, por “chamar a atenção da opinião pública nacional para a violação dos princípios básicos da liberdade religiosa e das suas vítimas”.

O Arcebispo Primaz pediu que a iniciativa da Fundação AIS fosse acompanhada por gestos concretos das “pessoas de boa vontade”, a quem solicitou “um compromisso e acção cívicas que promovam a paz e a dignidade”, assim como pediu, aos cristãos da Arquidiocese, “a força da oração perseverante e intensa pelos nossos irmãos cristãos perseguidos”, pois o “rio de sangue que nos chega do Oriente – escreveu D. Jorge Ortiga – não nos pode deixar indiferentes”.

Outros países, por questões específicas de agenda, já iluminaram de vermelho alguns dos seus monumentos, como foi o caso do Canadá, França, Itália e Espanha, com destaque para a Igreja da Sagrada Família, em Barcelona, e para a cidade de Veneza.