Arquidiocese de Braga -

15 novembro 2019

São Bartolomeu dos Mártires e São Martinho de Dume vão ser propostos como doutores da Igreja

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DACS com Agência Ecclesia

“Temos muito a aprender com eles”, disse D. Manuel Clemente.

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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou ontem que vai propor a declaração como doutores da Igreja de São Bartolomeu dos Mártires e São Martinho de Dume, arcebispos de Braga nos séculos XVI e VI, respectivamente.

“A Assembleia aprovou a proposta para que se inicie o processo das causas de declaração de São Bartolomeu dos Mártires e São Martinho de Dume como Doutores”, refere o documento conclusivo da reunião magna dos bispos católicos que decorreu desde Segunda-Feira, em Fátima.

D. Manuel Clemente explicou que a proposta tinha de passar pela conferência episcopal, falando em “belíssimos autores cristãos”. “Temos muito a aprender com eles”, declarou aos jornalistas, no final da Assembleia Plenária, em conferência de imprensa.

Um «doutor» é alguém reconhecido pela Igreja Católica como exemplo de “santidade de vida, ortodoxia doutrinal e ciência sagrada”; o título foi atribuído a Santo António de Lisboa pelo Papa Pio XII, em 1946.

São Bartolomeu dos Mártires, o mais recente santo português, pode vir a ser declarado doutor da Igreja devido aos seus escritos com “profundidade doutrinal”.

O arcebispo português, que se afirmou como uma das vozes de referência no Concílio de Trento, foi declarado venerável a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beatificado a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II. Foi canonizado a 6 de Julho deste ano.

São Martinho de Dume nasceu no princípio do século VI. Deslocou-se para a Galiza cerca do ano 550, onde converteu os suevos à fé católica, fixando-se depois em Dume. Em 569 passou a ser arcebispo metropolita de Braga, de que é hoje padroeiro principal.

O santo que viveu no actual território português destacou-se pela sua luta em favor da erradicação de práticas pagãs, nas comunidades católicas; entre as suas obras, salienta-se o “De correctione rusticorum”, que denuncia as superstições do paganismo.