Arquidiocese de Braga -

9 dezembro 2022

Congregados: Livro apontado como contributo para a valorização do património religioso

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Mostrar como a evolução da música sacra foi essencial para a introdução do humanismo na Igreja Católica. É um dos grandes méritos atribuídos à obra “A música na Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados. Séculos XVIII a XX. Esplendo

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A Basílica dos congregados recebeu, esta terça-feira, a apresentação do livro “A música na Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados. Séculos XVIII a XX. Esplendor e dignidade”. A obra é da autoria da investigadora da Universidade do Minho, Elisa Lessa, e do investigador da Universidade Nova de Lisboa, Diogo Alte da veiga e foi apresentada por Eduardo Vaz Martins de Almeida como “um trabalho de divulgação de elevado interesse público do acervo da Irmandade dos Congregados”.

 O livro “não é uma obra de musicologia”, mas “a mais recente historiografia” sobre uma mais importantes entidades eclesiásticas da Arquidiocese de Braga, acrescentou.

Eduardo Almeida não desliga o mérito da publicação do “bom trabalho que tem sido promovido pelo atual reitor da Basílica dos Congregados e pela Irmandade”. Destaca ainda a ligação que a obra acaba por estabelecer entre a evolução da música sacra e a introdução do humanismo no seio da Igreja Católica. É que embora incidindo sobre os séculos XVIII a XX, a obra publicada pela Irmandade dos Congregados “vai ao século XVI”, promovendo uma ligação entre duas figuras contemporâneas e que foram determinantes quer para a Igreja Universal quer para a Arquidiocese de Braga: São Filipe Néri, que “foi um dos protagonistas da reforma da Igreja”; e São Bartolomeu dos Mártires, que teve um papel relevante no novo modelo de Igreja que saiu do Concílio de Trento. O também autor do Prefácio da última obra sobre os Congregados vincou a ideia de que o livro de Elisa Lessa e Diogo Alte da Veiga não pode ser lido fora do contexto que “dotou a Igreja Católica do humanismo” promovido pela música, que assume a dimensão de “linguagem universal”.

 

Linguagem universal.

No mesmo sentido foi o reitor da Basílica dos Congregados. Para o padre Paulo Terroso, a música sacra “tem um inestimável valor” no seio da Igreja e “excede todas as outras expressões de arte”. Motivo que “mais que justifica” a publicação da obra, que Paulo Terroso afirmou ser um trabalho de “grande originalidade” e revelador de como “a riqueza patrimonial” da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados “devia ser objeto de estudo para uma melhor compreensão e um maior conhecimento de como era a oração musical a Nossa Senhora das Dores”. Nessa linha foi também o entendimento da investigadora Elisa Lessa, que destacou a particularidade de o livro “resgatar um pouco do património musical que tem sido valorizado pelo atual reitor dos Congregados”. Um trabalho que o investigador do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, Diogo Alte da Veiga, salientou ser “sério” e que “divulga, valoriza e revitaliza um valioso património musical” da Arquidiocese de Braga.