Arquidiocese de Braga -

22 setembro 2025

Igreja de Ronfe celebrou dois séculos de portas abertas a todos

Fotografia DM

DM - Rui de Lemos

A paróquia de Ronfe assinalou, ontem, a conclusão das celebrações dos 200 anos da construção da igreja matriz de São Tiago de Ronfe, no concelho de Guimarães. A eucaristia solene festiva serviu para honrar a memória dos que construíram, mantiveram e legaram o valioso património arquitetónico e espiritual, mas também pretendeu abrir novos horizontes a uma igreja que se deseja peregrina e samaritana.

A igreja de S. Tiago de Ronfe foi mandada executar por decreto e resolução de D. João VI, tendo sido concluída em setembro de 1825. Ao longo de um ano, a paróquia celebrou o bicentenário com um conjunto diverso de iniciativas, que culminaram ontem, com uma eucaristia solene, um grande almoço de convívio na avenida e uma tarde recreativa.

Ao longo das comemorações, «pretendemos mostrar uma igreja que é diversificada e que está sempre de portas abertas a todos, mas também que procura sair para fora, indo ao encontro dos outros como peregrinos da esperança», resumiu, ao “DM”, o pároco João Silva. 

Associando-se ao espírito de festa, partilha e comunhão, o Arcebispo de Braga renovou a ação de graças «na memória agradecida do passado, no compromisso com o presente e no sonho do futuro». No dia de «tornar presente ao coração aquilo que foi realizado», D. José Cordeiro sublinhou o mote «da missa à missão e da missão à missa», apontando a necessidade de «sermos capazes, no amor e no serviço, de darmos testemunho social da fé, na comunidade», pedindo que «o amor e o testemunho cristão sempre se renovem no quotidiano das nossas vidas com gestos».

Comunidade agrícola e têxtil em redor da sua igreja

Diversidade.   As comemorações do bicentenário da igreja matriz de S. Tiago de Ronfe foram dinamizadas por uma comissão, ao longo do ano, e incluiram uma exposição sobre a “Igreja em Arte”, realizada pelas crianças, um espetáculo cultural alusivo à paróquia, um fim de semana solidário, uma tertúlia, o sacramento da Santa Unção, conferências, um encontro de coros e uma exposição de fotografias. Uma diversidade que expressa a unidade da comunidade em redor da igreja. A festa integrou também, ontem, a celebração dos 90 anos do Agrupamento N.º 5 do CNE e incluiu a oferta de vinho e tecidos – destinados à confeção de alvas e toalhas de altar – ao Arcebispo de Braga, evidenciando uma comunidade agrícola e têxtil.