Arquidiocese de Braga -

27 setembro 2025

Arquidiocese de Braga quer criar roteiro dos Santuários

Fotografia DM

DM - José Carlos Ferreira

O Arcebispo Metropolita de Braga manifestou ontem a intenção de criar um roteiro dos Santuários da Arquidiocese, para uma melhor divulgação destes locais de culto cuja geografia ultrapassa os limites geográficos do distrito de Braga.

O desafio foi apresentado na primeira reunião que D. José Cordeiro, acompanhado pelos Bispos Auxiliares de Braga, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pereira Pita, promoveu com os reitores dos Santuários da Arquidiocese de Braga, avançando também com o desejo de se criar uma comissão, ou mesmo um secretariado permanente dos Santuários na estrutura da Arquidiocese de Braga.

Ao Diário do Minho, o prelado explicou que neste primeiro encontro pretendeu-se promover uma apresentação alargada da Pastoral que em cada Santuário faz revalorizar a Pastoral dos Santuários, «de um modo especial a escuta e o acompanhamento das pessoas».

Com este encontro, acrescentou, pretendeu-se também que os Santuários sejam ainda mais Casas de Esperança, «onde as pessoas se sintam acolhidas, escutadas e acompanhadas, numa articulação com a Pastoral da Arquidiocese e também com as paróquias mais próximas dessa realidade do Santuário. 

D. José Cordeiro deixou ainda o apelo para «a celebração da Eucaristia, a celebração da Reconciliação, o Ano Litúrgico, o calendário próprio bracarense possam ser vividos com dignidade, com beleza, com encanto, nestes lugares de encontro que são os Santuários».

«Os Santuários têm uma força simbólica, espiritual na nossa Arquidiocese, e é isso que queremos refletir e perspetivar para o futuro. Vamos ver o que deste encontro se pode começar a organizar. Por exemplo, um roteiro entre os Santuários, ou uma comissão que possa nascer para melhor articular a Pastoral nos Santuários da nossa Arquidiocese e que constituam com mais visibilidade estas Casas de Esperança, para que a evangelização aconteça. Em muitos Santuários, a maioria são turistas, outros são peregrinos e outros são o misto “turiperegrinos”. Mas, a peregrinação é a oferta espiritual que estas Casas de Esperança podem oferecer, e em muitos lugares isso já é notório e notável, de um modo especial na escuta e no acolhimento», acrescentou o prelado.

Para D. José Cordeiro, o que estamos a viver na Arquidiocese de Braga sob o lema “Juntos no Caminho de Páscoa – Levar Jesus a todos e todos a Jesus“ tem nos Santuários uma concretização muito importante e signifcativa. 

«Aqui, na Arquidiocese de Braga, a geografia dos Santuários impõe-se por si mesma e nalguns lugares é a piedade popular que se impõe à Igreja. Não é a Igreja que impõe essa piedade. 

A maioria está assente em mistérios da vida de Jesus, na vida de Nosa Senhora, nos Santos. 

Outros são autênticos fenómenos, como o São Bento da Porta Aberta. Depois outros mais significativos de carácter arquidiocesano, como a Senhora do Sameiro, o Bom Jesus do Monte, o Santuário Eucarístico de Balazar», explicou o Arcebispo de Braga.